terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Parto Humanizado - Relato Real

A Nádia é uma mamãe de 28 anos.
Ela é professora de Português e Inglês, leciona para Ensino Fundamental. Também tem um trabalho super interessante e diferenciado para bebês.
A Lavinia é filha da Nádia, hoje tem 10 meses e veio ao mundo em um ambiente cercado de amor e carinho, a casa dela!
A mamãe Nádia aceitou repartir um pouco da sua experiência com o parto Humanizado.
Vamos ver?



Em qual momento da sua gestação optou pelo parto em casa?
Por que?

Eu quis um parto humanizado desde o início da gestação, mas optei pelo Parto Domiciliar porque estudei muito ao longo da gestação e descobri que a realidade obstétrica no Brasil é retrógrada, utiliza-se de procedimentos desnecessários segundo a medicina baseada em evidências e toma o protagonismo da mulher. Eu escolhi esse tipo de parto por acreditar que nascer de forma tranquila, amorosa e respeitosa, num ambiente acolhedor como o lar é importantíssimo para a criança.

Foto - Mel Madeira

Teve muitas dúvidas? Quais?
No início tive medo por ser algo desconhecido, mas estudando muito consegui sanar as dúvidas e me sentir segura para parir minha filha em casa.

Quem ajudou nesse processo?
Meu esposo e uma amiga muito querida que é doula e terapeuta, que também teve sua filha em casa.

O que as pessoas da sua família, ciclo de amigos,  etc. falaram sobre sua decisão?
Eu decidi não contar a ninguém, apenas meu marido, as parteiras e a minha amiga sabiam da minha decisão. Eu não contei porque a falta de informações, o evento novo causariam receio e preocupação desnecessários e isso com certeza me influenciaria a desistir.

Contratou doulas e/ou equipe para realização do parto? Qual?
Decidi parir em casa já com 35 semanas de gestação, então não houve tempo hábil para conhecer uma doula. Conheci uma, mas não houve empatia, o que eu considero fundamental para o processo de parto, então não a contratei. A minha equipe foi maravilhosa, composta por 3 obstetrizes formadas pela USP. Elas me deram toda assistência antes, durante e após o parto.

Quais exames teve que fazer? 

Para ter um Parto Domiciliar é necessário ser uma gestante de baixo risco. Para tal, é necessário fazer o pré natal e todos os exames pedidos nele como exames de sangue, urina, ultrassonografias,  etc. As parteiras e a GO analisaram os exames antes da decisão.

Teve medos? Quais? 

Não tive medo, pois tinha extrema confiança no meu corpo e nas parteiras, que levaram todos os equipamentos para emergência e reanimação neonatal.
Elaboraramos juntas um plano de parto no qual constava o hospital mais próximo para o caso de uma transferência e a quem recorrer em caso de emergência. As taxas de partos domiciliares com transferência são baixíssimas e todos são encarados com muita responsabilidade.

Como se preparou para a chegada do bebê?
Mantive alimentação saudável e uma gestação ativa: Caminhei, trabalhei, dancei. Fiz yoga, aprendi diversos tipos de respiração e posições que me auxiliaram no momento do parto. Mas o principal é trabalhar a mente e o coração, acreditando na capacidade do próprio corpo.

Fez o pré natal? Como foi? 

Sim, fazia o pré natal pelo Sus e já sabia que a médica que me acompanhava não estaria presente no momento do parto, mesmo se eu tivesse optado pelo hospital. Ela era bem indiferente com relação ao tipo de parto
que eu escolhi. Mas solicitou todos os exames de praxe e compareci a todas as consultas. Além disso, tinha consultas de pré natal à parte com as parteiras.

Como esteve em relação a dor?
Tomou alguma medicação antes,durante ou depois do parto?

A dor faz parte do processo, é algo natural. Não foi fácil, foi sim muito doloroso. Mas a cada contração eu pensava que estava cada vez mais próxima de conhecer minha filha. Não tomei nenhuma medicação antes, durante ou após o parto, por opção.

Como descreveria o trabalho de parto?
Foi um momento intenso no qual morreu a Nádia menina e filha e nasceu a Mãe e mulher. Nesse processo tive um contato profundo com minha essência e com o mais íntimo de mim. É indescritível, transformador!

Qual a sensação de ver a sua filha pela primeira vez?

Ver e abraçar minha filha ainda ligada a mim pelo cordão umbilical foi o momento de maior paz que já senti em toda minha vida! Me emociono só ao lembrar!


E o cordão umbilical?
E a placenta?

Depois que o cordão parou de pulsar, foi cortado pelo meu esposo. Pari a placenta 40 minutos depois, deixei congelada por uns dias, depois enterrei plantando uma árvore junto.

Quais foram as vantagens?Teve desvantagens?
Faria novamente?

Ah, ficaria horas aqui descrevendo as vantagens: minha filha vir para o meu colo e mamar na primeira hora de vida, estar em um ambiente com pessoas de minha extrema confiança, não expor minha filha a procedimentos desnecessários, privacidade, enfim. Muitas vantagens. A desvantagem foi o preconceito e reação da família.

O que sugere para as gestantes que optam pelo parto em casa?
O que não sugere?

Sugiro que estudem, busquem informações, pesquise a equipe escolhida e que tenham confiança. Que não deixem de fazer o pré natal. Que contem apenas para quem apoia de verdade essa decisão. Que na hora estejam presentes pessoas de boa energia.

Não aconselho muita gente presente, pois é um momento particular e único.

Quanto tempo após o parto procurou o médico? 

As parteiras fazem todos os exames necessários na criança ao nascer e também retornam para consultas no dia seguinte ao parto, uma semana depois e também 40 dias depois. Marquei apenas a consulta no pediatra para 15 dias após o nascimento.

Qual a posição do seu médico em relação ao parto em casa? 

Ela foi bem indiferente, ela não concorda, mas não se opôs ao ver que deu tudo certo.



Obrigada pelo carinho mamãe Nádia!
Agradecemos por repartir o seu momento.
Muitas felicidades para sua família linda!
Foto - Pontophotografia
Foto - Pontophotografia


Para falar com a Nádia, envie um email para nadia.vieira1012@gmail.com
Ela vai adorar receber o seu email!

Ser Pedagogo

Ser Pedagogo não é apenas ser Professora, Mestre, Tia, Coordenadora, Supervisora, Orientadora, Dona de escola.
É mais do que isso.
É ser Responsável.
Ser Pedagogo é ter coragem de enfrentar uma sociedade deturpada, equivocada sem valores morais nem princípios.
Ser Pedagogo é ser valente, pois sabemos das dificuldades que temos em nossa profissão em nosso dia a dia.
Ser Pedagogo é saber conhecer seu caminho, sua meta, e saber atingir seus objetivos.
Ser Pedagogo é saber lidar com o diferente, sem preconceitos, sem distinção de cor, raça, sexo ou religião.
Ser Pedagogo é ter uma responsabilidade muito grande
nas mãos.
Talvez até mesmo o futuro...
Nas mãos de um Pedagogo concentra- se o futuro de muitos médicos, dentistas, farmacêuticos, engenheiros, advogados, jornalistas, publicitários ou qualquer outra profissão...
Ser Pedagogo é ser responsável pela vida, pelo caminho de cada um destes profissionais que hoje na faculdade e na sociedade nem se quer lembram que um dia passaram pelas mãos de um Pedagogo.
Ser Pedagogo é ser mais que profissional, é ser alguém que acredita na sociedade, no mundo, na vida.
Ser Pedagogo não é fácil, requer dedicação, confiança e perseverança.
Hoje em dia ser Pedagogo em uma sociedade tão competitiva e consumista não torna-se uma profissão muito atraente, e realmente não é.
Pois os valores, as crenças, os princípios, os desejos estão aquém do intelecto humano.
Hoje a sociedade globalizada está muito voltada para a vida materialista.
As pessoas perderam- se no caminho da dignidade e optaram pelo atalho da competitividade, é triste pensar assim, muito triste pois este é o mundo dos nossos filhos, crianças que irão crescer e tornar- se adultos.
Adultos em um mundo muito poluído de idéias e sentimentos sem razão.
Adultos que não sabem o que realmente são.
Alienados, com interesses voltados apenas pelo Ter e não pelo Ser.

Ser Pedagogo é ter a missão de mudar não uma Educação retorcida, mas ser capaz de transformar a sociedade que ainda está por vir.
Pode ser ideologia pensar assim, mas como Pedagogos temos a capacidade de plantar hoje nesta sociedade tão carente de valores, sementes que um dia irão florescer.
E quem sabe essa mesma sociedade que hoje é tão infértil possa colher os frutos que só a Pedagogia pode dar.