terça-feira, 17 de maio de 2011

Chupeta e mamaderia: usar ou não usar?

Ao nascer, quando o bebê chora, ele o faz por reflexo. Mas com o tempo, o adulto passa a interpretar esse choro, conseguindo distinguir como sendo por desconforto, irritação e/ou prazer.

Conforme a relação mãe-bebê vai melhorando, o vínculo vai se fortificando, o adulto melhora sua interpretação quanto aos desejos de seu filho.

Nessa hora é que por vezes entra em cena a chupeta! , já que o adulto consegue identificar que esse choro pode ser por cansaço e/ou sono, por exemplo, e a ela tem o papel “da” calmante!

Porém, algumas vezes o bebê tem a necessidade fisiológica de continuar sugando, mesmo após ter sido amamentado (seja ao seio materno, seja com mamadeira) e estar satisfeito. Isto ocorre, pois, o bebê necessita da sucção não-nutritiva, ou seja, o ato de continuar sugando, sem a necessidade de ser alimentado. Ai sim, a chupeta é importante! Para que esse bebê não venha a adquirir o hábito de sugar o dedo ou em alguns casos, a língua. Os quais, caso tornem-se hábitos viciosos podem acarretar em má postura dos lábios, da língua, da bochecha, além de favorecer a má oclusão dentária e a respiração bucal, entre outros fatores. Mas, quando o adulto perceber que essa necessidade de sucção foi suprida, retire a chupeta para que seu bebê faça uso dela o menor tempo possível.

Quando for inevitável fazer uso da chupeta e/ou da mamadeira, o ideal é que possuam bico ortodôntico, pois, elas manterão a postura correta dos lábios, da língua e a respiração nasal. No caso do uso da mamadeira, também é importante observar que existem furos diferentes, para líquidos diferentes. E ambas têm também tamanhos diferentes de acordo com a faixa etária.

Caso seu bebê venha a fazer uso da chupeta e/ou mamadeira, o melhor é retirá-las até por volta dos 18 meses para não trazer futuros prejuízos também para a articulação da fala.

Vale lembrar também que por volta do nono mês, às vezes um pouco antes, o bebê tem condição de sugar no copo de furinhos ou de canudo. Abuse disso! Tente!Insista! Será importante para ele e para você! Pensando até mesmo nas mamães que ainda amamentam e que tem que retornar ao trabalho: Copinho na turma!

Esta sua atitude será o início da independência de seu pequeno!

Alessandra Alario Endsfeldz

Fonoaudióloga

CRF@ 6427-8

Ser Pedagogo

Ser Pedagogo não é apenas ser Professora, Mestre, Tia, Coordenadora, Supervisora, Orientadora, Dona de escola.
É mais do que isso.
É ser Responsável.
Ser Pedagogo é ter coragem de enfrentar uma sociedade deturpada, equivocada sem valores morais nem princípios.
Ser Pedagogo é ser valente, pois sabemos das dificuldades que temos em nossa profissão em nosso dia a dia.
Ser Pedagogo é saber conhecer seu caminho, sua meta, e saber atingir seus objetivos.
Ser Pedagogo é saber lidar com o diferente, sem preconceitos, sem distinção de cor, raça, sexo ou religião.
Ser Pedagogo é ter uma responsabilidade muito grande
nas mãos.
Talvez até mesmo o futuro...
Nas mãos de um Pedagogo concentra- se o futuro de muitos médicos, dentistas, farmacêuticos, engenheiros, advogados, jornalistas, publicitários ou qualquer outra profissão...
Ser Pedagogo é ser responsável pela vida, pelo caminho de cada um destes profissionais que hoje na faculdade e na sociedade nem se quer lembram que um dia passaram pelas mãos de um Pedagogo.
Ser Pedagogo é ser mais que profissional, é ser alguém que acredita na sociedade, no mundo, na vida.
Ser Pedagogo não é fácil, requer dedicação, confiança e perseverança.
Hoje em dia ser Pedagogo em uma sociedade tão competitiva e consumista não torna-se uma profissão muito atraente, e realmente não é.
Pois os valores, as crenças, os princípios, os desejos estão aquém do intelecto humano.
Hoje a sociedade globalizada está muito voltada para a vida materialista.
As pessoas perderam- se no caminho da dignidade e optaram pelo atalho da competitividade, é triste pensar assim, muito triste pois este é o mundo dos nossos filhos, crianças que irão crescer e tornar- se adultos.
Adultos em um mundo muito poluído de idéias e sentimentos sem razão.
Adultos que não sabem o que realmente são.
Alienados, com interesses voltados apenas pelo Ter e não pelo Ser.

Ser Pedagogo é ter a missão de mudar não uma Educação retorcida, mas ser capaz de transformar a sociedade que ainda está por vir.
Pode ser ideologia pensar assim, mas como Pedagogos temos a capacidade de plantar hoje nesta sociedade tão carente de valores, sementes que um dia irão florescer.
E quem sabe essa mesma sociedade que hoje é tão infértil possa colher os frutos que só a Pedagogia pode dar.