segunda-feira, 9 de maio de 2011

Ética para meus pais

Finalmente em um livro tudo aquilo que eu acredito.

Leiam o texto abaixo e comprem o livro, o meu já está comprado!!!

A bordo de seu potente 4.4 turbo alto e preto, Giovane usa o acostamento a torto e a direito para chegar mais rápido no shopping, onde a esposa, os filhos e ele assistirão a um filme no cinema. Como repara Tomás, o filho pequeno, não há obstáculos que detenham a ânsia do pai em chegar logo no cinema e mostrar toda a potência do veículo apelidado de "Paris-Dakar". Mas, já na fila para ver o filme, o pai não admite que um senhor de idade passe em sua frente para comprar o ingresso e dispara, com desdém: "Que falta de ética!".

Mas que ética é essa que Giovane ensina para o filho? Ou melhor: qual é o conceito de ética que os adultos exemplificam para as crianças com suas ações cotidianas? A resposta é dada de maneira altamente esclarecedora - e bastante(excluir) bem-humorada - pelo educador e filósofo Yves de La Taille em Ética para meus pais, que chega às livrarias pela Papirus Editora.

"O livro é narrado por Tomás, um menino de classe média alta, com acesso à tecnologia e muitas histórias para contar. Através do ponto de vista infantil e transparente do garoto, o leitor se dá conta de pequenas lições, histórias com começo, meio e fim. São flashes, temas do cotidiano da época em que vivemos", explica Yves de La Taille. As lições definidas como "pequenas" por de La Taille são, na verdade, bastante contundentes ao mostrar a distância imposta por muitos de nós, adultos, entre o discurso do que é certo fazer e o que realmente fazemos, muitas vezes sem nem perceber.

A ideia da obra, conta o autor, surgiu após a leitura de Ética para meu filho, do filósofo espanhol Fernando Savater. "Imediatamente após concluir o livro, me perguntei: estamos minimamente à altura de falar de ética, ou seja, de falar da vida para nossos filhos? Dessa indagação surgiu uma ideia: escrever um livro ‘recíproco’, que mostrasse como as ações dos adultos são percebidas pelas crianças, dentro do contexto do que é ético."

De acordo com o autor, não só os pais, mas todos os que lidam com crianças, inclusive educadores, podem se beneficiar das preleções involuntárias do pequeno Tomás. "O conceito que uso de moral, que é o mais ‘filosoficamente’ reconhecido, é o de costumes. Não apenas a ideia de certo e errado, mas a ideia de atitudes em relação à vida que podem ser boas, ruins ou meio tontas, ou sofisticadas, ou pobres. Ética é um conceito bem amplo, que engloba a questão moral, mas vai além dela. Não é um compêndio de certo e errado, é sobre viver bem a vida", aponta.

As temáticas contidas nas histórias são diversas: somos convidados a dar "olés" no trânsito com o pai de Tomás, a participar da festa de aniversário de arromba (para os outros) do garoto, da comemoração do dia das mães, a conhecer a mais nova namorada de seu avô, entre outras situações da vida cotidiana. Tudo isso pontuado, é claro, por observações das mais peculiares - e deliciosas - do jovem narrador sobre a gente grande.
 
Fonte: http://www.papirus.com.br/
 
E não percam essa entrevista incrível
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI229202-15228,00-YVES+DE+LA+TAILLE+AS+CRIANCAS+NOTAM+CONTRADICOES+ETICAS.html

O que a criança quer é se divertir


Birthday from Fountains of Provence on Vimeo.

É preciso do outro para aprender viver em Sociedade


Não há criança igual à outra, as habilidades individuais são distintas, o que significa também que cada criança avança em seu próprio ritmo.

Vygotsky propõe a existência de dois níveis de desenvolvimento infantil:

O primeiro chamado de Real e engloba as funções mentais que já estão completamente desenvolvidas (resultado de habilidades e conhecimentos adquiridos pela criança). Geralmente, esse nível é estimado pelo que a criança realiza sozinha.

É a distância entre o que já sabe e o que pode saber com alguma assistência.

O segundo é o aprendizado proximal, aquilo que a criança só consegue fazer com a ajuda de alguém, mais tarde ela certamente conseguirá fazer sozinha.

Um grupo de criança de idades diferentes pode ser extremamente benéfico, pois a criança menos experiente se sente desafiada pelo que sabe mais e, com sua assistência consegue realizar tarefas que não conseguiria sozinha. Por outro lado a criança mais experiente ganha discernimento e aperfeiçoa suas habilidades ao ajudar o colega.

É o caso de sala de aula mista, irmãos, colegas.

Quando ainda bebê a criança tem brincadeiras isoladas e aos poucos vai interagindo com os brinquedos e aprendendo a brincar com os pais, com isso vai construindo relações e conhecimentos em torno do mundo que a cerca. Porém apenas isso não basta para o processo de socialização.

A criança precisa brincar e essa brincadeira deve ser em grupo, brincando em grupo a criança desenvolve a imaginação, o senso crítico, regras de comportamento e atitude.

Brincando com outras crianças terá a oportunidade de interagir com outras idades, raças, diferenças culturais, diferenças sociais e econômicas. Essa é a oportunidade de semear o respeito e a tolerância. Os pais devem orientar seus filhos do que é ou não conveniente encorajar e manter e diferenciar o certo do errado.

A criança que aprende em casa que é preciso ter respeito ao outro, consequentemente terá uma adaptação mais amistosa, com menos dificuldades de se socializar e fazer parte de um grupo.

Saiba mais aqui

Educação Infantil - Construção do “Eu” inserido e intervindo na sociedade.

O beabá do Pensamento

Lev Semenovitch Vygotsky - Pensador importante em sua área, foi pioneiro na noção de que o desenvolvimento intelectual das crianças ocorre em função das interações sociais e condições de vida.
 (1896-1934) morreu há 74 anos, mas sua obra ainda está em pleno processo de descoberta e debate em vários pontos do mundo, incluindo o Brasil.
Os estudos de Vygotsky sobre aprendizado decorrem da compreensão do homem como um ser que se forma em contato com a sociedade. "Na ausência do outro, o homem não se constrói homem", escreveu o psicólogo.

Ser Pedagogo

Ser Pedagogo não é apenas ser Professora, Mestre, Tia, Coordenadora, Supervisora, Orientadora, Dona de escola.
É mais do que isso.
É ser Responsável.
Ser Pedagogo é ter coragem de enfrentar uma sociedade deturpada, equivocada sem valores morais nem princípios.
Ser Pedagogo é ser valente, pois sabemos das dificuldades que temos em nossa profissão em nosso dia a dia.
Ser Pedagogo é saber conhecer seu caminho, sua meta, e saber atingir seus objetivos.
Ser Pedagogo é saber lidar com o diferente, sem preconceitos, sem distinção de cor, raça, sexo ou religião.
Ser Pedagogo é ter uma responsabilidade muito grande
nas mãos.
Talvez até mesmo o futuro...
Nas mãos de um Pedagogo concentra- se o futuro de muitos médicos, dentistas, farmacêuticos, engenheiros, advogados, jornalistas, publicitários ou qualquer outra profissão...
Ser Pedagogo é ser responsável pela vida, pelo caminho de cada um destes profissionais que hoje na faculdade e na sociedade nem se quer lembram que um dia passaram pelas mãos de um Pedagogo.
Ser Pedagogo é ser mais que profissional, é ser alguém que acredita na sociedade, no mundo, na vida.
Ser Pedagogo não é fácil, requer dedicação, confiança e perseverança.
Hoje em dia ser Pedagogo em uma sociedade tão competitiva e consumista não torna-se uma profissão muito atraente, e realmente não é.
Pois os valores, as crenças, os princípios, os desejos estão aquém do intelecto humano.
Hoje a sociedade globalizada está muito voltada para a vida materialista.
As pessoas perderam- se no caminho da dignidade e optaram pelo atalho da competitividade, é triste pensar assim, muito triste pois este é o mundo dos nossos filhos, crianças que irão crescer e tornar- se adultos.
Adultos em um mundo muito poluído de idéias e sentimentos sem razão.
Adultos que não sabem o que realmente são.
Alienados, com interesses voltados apenas pelo Ter e não pelo Ser.

Ser Pedagogo é ter a missão de mudar não uma Educação retorcida, mas ser capaz de transformar a sociedade que ainda está por vir.
Pode ser ideologia pensar assim, mas como Pedagogos temos a capacidade de plantar hoje nesta sociedade tão carente de valores, sementes que um dia irão florescer.
E quem sabe essa mesma sociedade que hoje é tão infértil possa colher os frutos que só a Pedagogia pode dar.