terça-feira, 11 de janeiro de 2011

4° Post da Série - Escola: Educação Infantil - Política Nacional e Indicadores de qualidade

Esta publicação caracteriza-se como um instrumento de autoavaliação da qualidade das instituições de educação infantil, por meio de um processo participativo e aberto a toda a comunidade.

Política Nacional de Educação Infantil
Secretaria de Educação Básica

Ministério da Educação

Legislação Brasileira – Principais Garantias

Educação é um direito constitucional de todos.

Pois é, deveria ser mesmo.



• É um dever do Estado, da família e da sociedade.

Se é dever, precisar ser cumprido.


• Visa o pleno desenvolvimento para o exercício da cidadania e qualificação para trabalho.

Educação é base, sem ela não há cidadania.
Educação é tão importante na vida do ser humano.
O que seria do ser humano sem cidadania e sem trabalho?
Pois a Educação é tudo.


Educação Infantil é parte da educação escolar e se desenvolve, predominantemente, por meio do
atendimento em creches e pré-escolas.
Faz parte da Educação Formal do indivíduo.


• O sistema educacional brasileiro é escolar e a educação infantil é a primeira etapa da educação básica.

Concepção de Educação Infantil

A Constituição de 1988 acolheu a demanda da educação infantil como direito da criança, dos pais trabalhadores urbanos e rurais, direito à diferença, dever do Estado, opção da família.


A LDB de 1996 inovou profundamente ao colocar a educação infantil como a primeira etapa da educação básica, como parte da estrutura e funcionamento da educação brasileira.


Rompe-se com a concepção de que o papel do Estado em relação à educação da criança pequena é de suprir uma falta da família, que deve ser compensada por ações de amparo e assistência.
Infelizmente muitas pessoas ainda acreditam que a Educação Infantil não é importante para o crescimento do cidadão, desconsideram essa etapa como Educação Formal.

em espaços institucionais, coletivos, não domésticos, públicos ou privados, considerados estabelecimentos educacionais e submetidos a múltiplos mecanismos de acompanhamento e controle social;
Existem normas e leis para a abertura e o funcionamento da Instituição.

em práticas de educação e cuidado desenvolvidas por professores habilitados;
Profissional formado em nível Superior e habilitação para Educação Infantil

Desafios

Formação inadequada dos docentes.
Acredito que ainda é um grande desafio, pois muito docentes que têm diploma, não têm formação e conhecimento adequado.

Infra-estrutura deficiente nas instituições públicas e comunitárias.
É preciso um espaço físico adequado e adaptado para receber crianças na Educação Infantil.

Ações do Ministério da Educação
Programa de Formação Inicial para Professores em Exercício na Educação Infantil – PROINFANTIL
Conclusão da última turma em 2011
 
Definição de indicadores de qualidade da educação infantil
Na íntegra aqui

Indicadores da Qualidade na Educação Infantil
Como deve ser uma instituição de educação infantil de qualidade?

Quais são os critérios para se avaliar a qualidade de uma creche ou de uma pré-escola?
Como as equipes de educadores, os pais, as pessoas da comunidade e as autoridades responsáveis podem ajudar a melhorar a qualidade das instituições de educação infantil?

O que são indicadores?

Indicadores são sinais que revelam aspectos de determinada realidade e que
podem qualificar algo. Por exemplo, para saber se uma pessoa está doente,
usamos vários indicadores: febre, dor, desânimo. Para saber se a economia do
país vai bem, usamos como indicadores a inflação e a taxa de juros. A variação
dos indicadores nos possibilita constatar mudanças (a febre que baixou significa
que a pessoa está melhorando; a inflação mais baixa no último ano diz que a
economia está melhorando). Aqui, os indicadores apresentam a qualidade da
instituição de educação infantil em relação a importantes elementos de sua
realidade: as dimensões.
Documento elaborado sob a coordenação conjunta do Ministério da Educação, por meio da Secretaria da Educação Básica, da Ação Educativa, da Fundação Orsa, da Undime e do Unicef.

Esta iniciativa pretende contribuir com as instituições de educação infantil no sentido de que encontrem seu próprio caminho na direção de práticas educativas que respeitem os direitos fundamentais das crianças e ajudem a construir uma sociedade mais democrática.

Na íntegra aqui

Eu amo crianças, mas...

Criança mal educada me irrita, na verdade os pais dessa criança me irritam ainda mais.

Venho deixar um desabafo aqui.
Sábado fui ao shopping, depois de uma semana cansada queria apenas comer em paz, bater perna, ver vitrines...
Chegamos meu marido e eu, na praça de alimentação e estava lotada. O que acontece com os shoppings aos sábados? rs
Tivemos que comer em um lugar que não gosto muito, eu acho a comida requentada, na verdade eu não gosto de comida de shopping, eu sou muito chata, rs.
Comer é um ato sagrado, gosto de sentar, comer devagar, conversar à mesa.
Conseguimos a mesa, fui buscar a minha comida e meu marido ficou sentado. Depois de quase meia hora, sério, meia hora eu sentei para comer. A comida estava ruim, peguei um negócio de camarão com batatas, mas só tinha batata, algumas empresas não deveriam vender um molho falando que contém camarão. Mas, vamos comer né? É o que tinha.
Ao meu lado escuto alguns berros:
- Para! Já falei para você sentar.
Uma mãe gritando com a filha, aparentemente de três anos e a filha querendo correr pelo shopping.
Eu estava sentada em banco estofado que era conjugado à outras mesas, entenderam? rs
Eu não sei explicar, o nome não me vem à cabeça.
A menina, linda por sinal, pulava tanto nesse banco, que por ser estofado me fazia pular também. Comer pulando, que maravilha ao estômago, não?
Como eu disse, gosto de comer sossegada.
Eu não ligo para crianças fazendo bagunça, falando alto, chorando em restaurantes, até porque tenho sobrinhos e sempre saio com eles, tem horas que eles choram, falam alto, é normal. Mas o que era criança fazia era uma falta de respeito. Não a culpo.
A criança não queria sentar, queria pular no banco, tudo bem, mas poderia pular em um banco que fosse só dela?
A mãe continuava a gritar, a mãe também gritava, acho que mais que a filha:
- Senta! Se você não sentar eu vou te bater. Você precisa comer, todo dia é isso na hora de comer.
Nossa! Todos os dias elas passam por isso?
Ainda bem que não almoçamos juntas todos os dias, seria a maneira perfeita para começar a dieta.
Fui tomar o meu suco e a mocinha pulou tanto no banco que derrubei o suco na minha blusa. Não foi muito, mas derrubei.
Eu fiquei olhando para cara da mãe esperando o escândalo que seria dentro do shopping.
A mãe não fez nada, absolutamente nada, nem desculpa pediu e passou a menina ao outro lado do banco.
- Fica desse lado filha.
Tinha um casal do outro lado, não aguentando a menina pular e gritar saiu em busca de outra mesa, mesmo não tendo mesa.
Chegou a hora do show de “elogios” à mãe, a menina não querendo comer disse à mãe:
- Já disse que não quero comer sua louca!
A mãe bateu na mão da filha que disse:
- Não doeu, não doeu.
A mãe bateu mais forte e a filha viu o pai chegando, nossa, esse foi o momento mais emocionante do almoço, a criança chorava sem parar e gritava. Eram gritos irritantes.
O pai nem falou nada, sentou e a mãe se levantou com raiva:
- Essa menina merece passar fome.
A criança ficou chorando, chorando e chorando o tempo todo.
As pessoas comentavam, olhavam e até as crianças ficavam irritadas ao ver tanto berro.
Enfim, o almoço foi péssimo.
O que os pais pensam ao ver o filho nessa situação? Acha normal?
Desculpa, mas não acho normais situações assim.
Antes de qualquer coisa, os pais devem ter consciência que estão em um local público.
Ninguém é obrigado a derramar suco na blusa porque tem uma criança pulando ao seu lado no banco.

Como uma vez que estava experimentando um sapato e uma menina de aproximadamente cinco anos queria deitar no sofá. Ei! Aqui é uma loja de sapatos, não é para ela deitar no sofá.
Algumas pessoas querendo experimentar os sapatos, mas não havia lugar, porque a menina estava deitada e rolando no sofá.
Olhei de cara feira e a mãe ficou com raiva. As pessoas tinham que ficar em pé, porque a filha estava deitada no sofá.
Foi preciso que um funcionário da loja pedisse para menina sair. A mãe com muita raiva saiu da loja bufando.

Gente! Parece pegadinha não é? Eu nunca fiz isso com os meus pais, não me recordo e não tive educação rígida em casa.
É a desculpa que hoje a mãe passa muito tempo fora?
Minha mãe era enfermeira e depois teve um restaurante. Essa definitivamente não é a desculpa para as crianças serem assim?
O que é isso? Que mundo é esse?
Será que essas crianças vão crescer pensando que podem deitar e pular no sofá de qualquer lugar, ou podem gritar com os pais a qualquer hora?

Eu fico com medo. Será que quando eu estiver velhinha e no ônibus, essas crianças e as que ainda estão por vir, já serão adultas e vão me jogar para fora do ônibus porque vão querer dois bancos?

Tenho várias amigas que tem filhos, sempre saímos com seus filhos junto, fazemos até baguncinha no restaurante, mas não incomodamos ninguém.
Eu acho que os pais devem ter consciência quando os filhos incomodam em locais públicos, ninguém é obrigado a aturar falta de educação, nem mesmo as crianças.

Já levei 15 alunos ao cinema, depois lanchamos no Mc Donalds e foi tudo tranquilo. Porque uma criança não consegue se comportar com os pais?
Acredito que é mais falta de limite dos pais do que da criança. O que mais me surpreendeu foi a atitude deles, a mãe com as "belas" frases para filha e o pai almoçando tranquilamente, era o mais tranquilo de todo o shopping.

Não citarei nenhuma regrinha, nem conselhos como lidar, quero apenas deixar o meu desabafo e reflexão.

Ser Pedagogo

Ser Pedagogo não é apenas ser Professora, Mestre, Tia, Coordenadora, Supervisora, Orientadora, Dona de escola.
É mais do que isso.
É ser Responsável.
Ser Pedagogo é ter coragem de enfrentar uma sociedade deturpada, equivocada sem valores morais nem princípios.
Ser Pedagogo é ser valente, pois sabemos das dificuldades que temos em nossa profissão em nosso dia a dia.
Ser Pedagogo é saber conhecer seu caminho, sua meta, e saber atingir seus objetivos.
Ser Pedagogo é saber lidar com o diferente, sem preconceitos, sem distinção de cor, raça, sexo ou religião.
Ser Pedagogo é ter uma responsabilidade muito grande
nas mãos.
Talvez até mesmo o futuro...
Nas mãos de um Pedagogo concentra- se o futuro de muitos médicos, dentistas, farmacêuticos, engenheiros, advogados, jornalistas, publicitários ou qualquer outra profissão...
Ser Pedagogo é ser responsável pela vida, pelo caminho de cada um destes profissionais que hoje na faculdade e na sociedade nem se quer lembram que um dia passaram pelas mãos de um Pedagogo.
Ser Pedagogo é ser mais que profissional, é ser alguém que acredita na sociedade, no mundo, na vida.
Ser Pedagogo não é fácil, requer dedicação, confiança e perseverança.
Hoje em dia ser Pedagogo em uma sociedade tão competitiva e consumista não torna-se uma profissão muito atraente, e realmente não é.
Pois os valores, as crenças, os princípios, os desejos estão aquém do intelecto humano.
Hoje a sociedade globalizada está muito voltada para a vida materialista.
As pessoas perderam- se no caminho da dignidade e optaram pelo atalho da competitividade, é triste pensar assim, muito triste pois este é o mundo dos nossos filhos, crianças que irão crescer e tornar- se adultos.
Adultos em um mundo muito poluído de idéias e sentimentos sem razão.
Adultos que não sabem o que realmente são.
Alienados, com interesses voltados apenas pelo Ter e não pelo Ser.

Ser Pedagogo é ter a missão de mudar não uma Educação retorcida, mas ser capaz de transformar a sociedade que ainda está por vir.
Pode ser ideologia pensar assim, mas como Pedagogos temos a capacidade de plantar hoje nesta sociedade tão carente de valores, sementes que um dia irão florescer.
E quem sabe essa mesma sociedade que hoje é tão infértil possa colher os frutos que só a Pedagogia pode dar.