segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

MPB para Crianças - Banda de Boca

Estou extremamente apaixonada pela Banda de Boca. O quinteto veio diretamente da Bahia munido de vozes, brinquedos e imaginação, enchendo olhos e ouvidos de crianças de 0 a 100 anos. Não usam instrumentos, pois é tudo a capella.
A formação hoje conta com Hiran Monteiro, Neto Moura, Poliana Monteiro, Arno Hübner e Fábio Eça, e os cinco realizam com maestria a tarefa de substituir com a própria voz,  vários instrumentos musicais. A harmonia e a sincronia são perfeitas.
Interessante, não?
MPB é um estilo de música tão agradável, feito para crianças fica mais especial.


Conheçam e Curtam um pouquinho aqui e aqui
O albúm foi indicado ao Grammy Latino 2010 na categoria Infantil.



A minha favorita


Para os Grandinhos (adultos)






Quando eu crescer, não quero ser Professor (a).



A sociedade dos dias de hoje está com seus valores (?) morais deturpados. Isso é um fato. Somos crias de uma geração que teve um ensino tradicional, um governo militar e uma juventude onde ser um adolescente transviado era colocar uma saia mais curta ou ir contra um artigo de jornal. A droga não era tão explícita, o sexo era feito com amor e ser virgem não era vergonha. Diálogo entre pais e filhos era coisa quase impossível. Você ouvia e obedecia. E com isso também respeitava. Tento me lembrar se nessa época tantas crianças eram mortas ou violentadas.Se tantos pais e mães eram mortos por seus filhos como aparece nos jornais. Se professores eram tão maltratados, desvalorizados e alvo de chacotas e violência pelos alunos, por alguns pais e até pelo governo. Não, não me lembro disso...Mas me lembro da minha mãe dizendo que um(a) professor(a) era como se fosse nosso pai ou mãe e que devíamos respeitá-los.


Fui alfabetizada em 03 meses, ao final sabia ler e escrever. Penso que foi tão rápido porque desde pequena folheava os gibis em casa e inventava histórias de acordo com as ilustrações. Hoje sei que isso também era leitura. Lembro-me ainda do meu professor de Geografia, o Agnaldo, na cidade de Guaraí-Go, na minha quinta série. Da minha primeira professora, de nome Neuza, na escola Emanuel Pinheiro, em Rondonópolis..e da segunda professora, Luíza, tão boa para os alunos que preferia chorar em sala de aula a chamar a atenção de algum..e me lembro ainda da professora de Português da terceira série, a Ilza, nome estranho, pessoa tanto quanto, tão séria que dava medo e que descobri depois ter um coração enorme. Lembro de muitos mais e tenho todos guardados com muito carinho no meu coração. Ajudaram-me a ser quem eu sou.

Tenho 40 anos. Não muito, mas em relação aos valores morais e humanos, nessas quatro décadas muita coisa mudou. Hoje, filhos mandam nos pais, agridem e alguns até matam. Não se pode mais começar a trabalhar cedo, eu comecei com 14 anos, não morri, não roubei, nunca matei, graças a Deus.E não cresci revoltada ou traumatizada. Em casa o lema era "escreveu, não leu, o pau comeu". Se a mãe falava, era pra obedecer. Ela estava sempre certa. Nunca a respondi, gritei ou falei, não que não tivesse vontade até de vez em quando (sou normal), mas havia o respeito por ser minha mãe, por ser uma pessoa mais velha, por ter mais experiência até e ver lá no futuro o que talvez eu não estivesse enxergando no momento. Lembro também nesse interím dos meus 40 anos, das pregações por uma sociedade mais livre e que a palmada traumatizava. E hoje uma mãe na escola, e não é a primeira, disse: "Olha, professores, eduquem vocês, porque eu não dou conta..." Certo, ela não dá conta e acredita então que o(a) professor(a) tem a responsabilidade de conseguir o que ela não consegue?

Hoje em dia e cada vez mais, professor é um pouco de cada: psicólogo, pai, mãe, amigo, palhaço na frente da sala para chamar a atenção dos alunos, um ser criativo, inovador, provocador,estudante 24 horas por dia, têm mais reuniões pedagógicas que muitos empresários por aí, insatisfeito, ganha pouco, é estressado, depressivo. Um acúmulo de funções, pressões e redundâncias que deixam o professor(a) ser tudo em sala de aula, menos SÓ PROFESSOR(A), aquele que era responsável pelo conhecimento formal, pedagógico.

Antigamente, as crianças brincavam tendo em mente:quando eu crescer, vou ser professor(a). Hoje, pouquíssimas crianças tem essa mentalidade. Até brincam de serem professores, mas quando você pergunta o que você quer ser quando crescer, vai ouvir inúmeras respostas. Meu filho de dez anos, por exemplo, me diz que quer ser roteirista de cinema (e por que eu nunca pensei nisso antes?).
Da mesma forma que não se faz um casamento brincando de "casinha", não se cria filhos sem regras, sem ensinar valores e conceitos do que é certo ou errado.Para educar, vale o princípio da "àgua mole em pedra dura, tanto bate até que fura". Não podemos deixar de falar o que está errado, nem de apontar atitudes negativas e, principalmente, não podemos deixar de oportunizar aos filhos e alunos o diálogo (mesmo que em outra hora, quando estivermos mais calmos). Não é possível, ainda, relegar a educação maternal e paternal dos filhos a outros.
Sinceramente, se a coisa continua assim, quando eu crescer, também não vou querer ser professor(a). E você?
Texto escrito pela Professora Vânia.
Clique e confira muito mais textos interessantes.

Agora é comigo
Ao ler esse texto, senti que a maioria das frases soa de forma familiar, não familiar por ter lido em algum lugar, mas familiar por já ter vivido, sentido, passado, achado, conversado, questionado, etc. alguma vez em minha carreira na Educação.
Para quem não sabe tenho 26 anos e desde os 15 anos de idade trabalho com crianças. Quando pequena brincava muito de escolinha, era a minha brincadeira favorita desde que eu fosse a professora. Havia um cantinho na minha casa cheio de livros. Meu pai comprava lousinha, giz, cadernos, canetinhas, etc. Quando não havia crianças para brincar, eu dava aula para minha vó, mas tinha que ensinar alguém. A minha escolinha tinha até nome, horários, recreio, chamada e até apresentação ao final do não letivo. Meus primos sabem como era a escolinha, alguns não queriam nem ir a minha casa mais, enfim é uma paixão.
Minha mãe que diz que é paixão, não é amor. Porque a paixão faz com que você se doe muito mais a cada vez que não recebe reconhecimento. A paixão te faz crer que vai mudar o outro, mesmo que não tenha jeito de alterar uma vírgula em seus pensamentos.
É difícil, tentei trabalhar em outras áreas, amei trabalhar, amo ainda, pois não abandonei, mas a paixão vem à tona, toma conta de mim todas as vezes que preciso, em outras áreas, não ensinar, não demonstrar afeto, pensar apenas em números e retorno financeiro.
Então discordo da minha mãe, não é paixão pela Educação, é amor.
Só o amor faz crer que o outro muda para melhor e cresce em todos os aspectos. O amor acredita no Ser Humano, o aceita de sua maneira, deseja e faz o possível para que seja feliz.
Eu acredito que só a Educação é a Esperança para a Vida.
Revoltei-me inúmeras vezes com a Escola. É uma instituição extremamente democrática e ao mesmo tempo presa às convicções e modismo da sociedade moderna.
Já chorei, rasguei folhas de textos, faltei à palestras, briguei com professores e colegas da universidade, fui à secretarias de ensino, formei grupos para lutar pela escola igualitária e hoje não tenho certeza se foi em vão.
A escola representa a sociedade em que ela está inserida.
Tanto em bairros de classe alta como em bairros de classe baixa, existirão problemas que hoje ambos têm incomum: Desrespeito e desvalorização do professor.
Antes eu ouvia muito:
- Naquela escola de “riquinhos” eles vão falar para professora. - Meu pai que paga o seu salário.
Hoje ocorre em todas as escolas, seja em qual classe estiver inserida.
Uma amiga que lecionava em uma escola de um bairro de classe baixa, me disse o que a aluna de 7 anos disse à ela:
- A minha mãe disse que não ia te dar presente porque você não faz mais que sua obrigação aqui.
Creio que o problema está na sociedade, na família, em casa.
Cadê aquela mãe que dizia?
- Respeite sua professora, ela é como uma mãe para você.
Cadê aquela criança que tinha medo dos pais ao chegar da escola com um bilhete sobre seu mau comportamento?
Cadê aquele pai que se preocupava com o que seu filho estava aprendendo na escola e não colocava a culpa na professora caso o reprovasse?
Desculpe quem não pensar dessa maneira, mas acho impossível encontrar pais assim hoje em dia.
Pesado o que eu falei, não?
Mas está assim. Os filhos são reis, lindos, maravilhosos, perfeitos, pequenos gênios que já nasceram sabendo e que nunca erram. Quem erra é a professora incompetente que passou 4 anos na faculdade, 5 horas diárias em um estágio fazendo até faxina na escola, ganhando a metade de um salário mínimo como bolsa auxílio, depois de formada ganhando bem menos que alguém de nível médio, fazendo três turnos no dia para poder pagar suas contas, dispensando o sábado de folga para ficar o dia inteiro corrigindo provas (a maioria com piadinhas) ou na pós graduação para alcançar um cargo melhor ou um emprego melhor em sua área.

Muitas vezes escutei de pessoas que estavam fazendo faculdade na mesmo época que eu, mas em outros cursos:
- Ai, tenho tanto trabalho para fazer, a "facul" está me matando. Ainda bem que a sua é "de boa".
"De boa" ?
Como assim?

As pessoas acham que no curso de Pedagogia só se aprende músiquinhas e a trocar fraldas. Lembro do meu primeiro dia de aula de Sociologia, o professor perguntou a cada pessoa:
- Por que você escolheu o curso de Pedagogia?
A maioria respondeu:
- Porque gosto de crianças!
Ela disse à todos:
- Quem escolheu Pedagogia por gostar de crianças, por favor, volte para casa e vá ter filhos.
A minha ficha caiu na mesma hora.
Educação precisa ser levado à sério.

Vou dizer aqui o que falei uma vez à uma mãe de aluno:
- Você tem diploma?
- Tenho, sou Advogada!
- Pois, eu também tenho!

Professor não é empregado dos pais!!!

Vamos passear no parque, enquanto seu lobo não vem

Aproveitando o tempinho que terá com o seu filho, você poderá por meio de uma músiquinha bem divertida, auxiliar em seu desenvolvimento.

É ideal para crianças a partir dos 3 anos, pois nessa faixa a criança está em desenvolvimento da linguagem de modo mais claro: fala mais clara.
É quando a criança salta e pula, levanta bem os pés e dobra os joelhos.
Reconhece os seus objetos e os objetos das outras pessoas.
Se houver mais crianças para brincar, ótimo!
Precisamos no mínino seis crianças para formar a brincadeira em roda.
Pode ser a titia, madrinha, prima, vovô, vovó, papai... A idade é que menos importa.

Essa é uma brincadeira muito simples e bem divertida.

Sorteia-se uma criança para ser o “lobo”. Ela vai ficar fora da roda formada por todas as outras crianças. Uma das que estão na roda canta: “Vamos passear na floresta, enquanto seu lobo não vem. Tá pronto, seu lobo?” Aí o lobo responde: “Não, tô tomando banho” (ou fazendo qualquer outra coisa). Na quinta ou sexta vez que a pergunta for feita, o lobo responde que está pronto e aí sai correndo atrás das crianças, que desmancham a roda e correm também. O lobo tenta pegar uma delas que vai virar o lobo a seguir. Não vale se deixar pegar de propósito, a ordem é dificultar as coisas para o lobo.

Essa músiquinha do Lobo é bastante interessante, também, para os menores de três anos, pois cada vez que o lobo falar o que ele está fazendo a criança poderá representar.

Senão houver um grupinho de crianças, não tem problema. Junto ao seu filho represente, você poderá ser o lobo e na próxima fase a criança será o lobo, um de cada vez.

Vídeo da Xuxa




Eu não usava a música da Xuxa com os meus alunos, sempre cantavamos nós mesmos.
Cante vocês também!!!
A música que nós cantávamos era essa:

Não sei se ao clicar a imagem aumentará, quem tiver interesse é só deixar ou me enviar um email


Então, vamos passear no parque?
Passear no bosque?
Brincar no parque?
Brincar no bosque?

Depende de vocês hehehe

Comidinha de Férias - Salsicha

Idéia divertida para a mamãe que está sem tempo para preparar uma refeição. Não há tempo também, para as birras e protestos das crianças na hora de comer.
Não estou sendo maldosa, nem incentivando à alimentação fácil, gordurosa e não saudável.
Imagina a mamãe na casa de praia, querendo relaxar após um dia na praia correndo e gritando para seus pequenos terem cuidado com o mar, a areia, pessoas, caminhadas, etc.
É uma dica fácil e super animada para as crianças comerem.
Não pode virar a refeição diária, mas um dia nas férias pode, não é?

Serve também como petisco da festinha de aniversário!



Corte a salsicha já fervida em 3 partes iguais.
A parte do meio da salsicha, faça 5 cortes nas laterais.
É só usar a imaginação p/ decorar. Use catchup, mostarda, maionese e pedacinhos de legumes.

Uma idéia é colocar o "polvo" em cima do arroz com saladinha.

Ser Pedagogo

Ser Pedagogo não é apenas ser Professora, Mestre, Tia, Coordenadora, Supervisora, Orientadora, Dona de escola.
É mais do que isso.
É ser Responsável.
Ser Pedagogo é ter coragem de enfrentar uma sociedade deturpada, equivocada sem valores morais nem princípios.
Ser Pedagogo é ser valente, pois sabemos das dificuldades que temos em nossa profissão em nosso dia a dia.
Ser Pedagogo é saber conhecer seu caminho, sua meta, e saber atingir seus objetivos.
Ser Pedagogo é saber lidar com o diferente, sem preconceitos, sem distinção de cor, raça, sexo ou religião.
Ser Pedagogo é ter uma responsabilidade muito grande
nas mãos.
Talvez até mesmo o futuro...
Nas mãos de um Pedagogo concentra- se o futuro de muitos médicos, dentistas, farmacêuticos, engenheiros, advogados, jornalistas, publicitários ou qualquer outra profissão...
Ser Pedagogo é ser responsável pela vida, pelo caminho de cada um destes profissionais que hoje na faculdade e na sociedade nem se quer lembram que um dia passaram pelas mãos de um Pedagogo.
Ser Pedagogo é ser mais que profissional, é ser alguém que acredita na sociedade, no mundo, na vida.
Ser Pedagogo não é fácil, requer dedicação, confiança e perseverança.
Hoje em dia ser Pedagogo em uma sociedade tão competitiva e consumista não torna-se uma profissão muito atraente, e realmente não é.
Pois os valores, as crenças, os princípios, os desejos estão aquém do intelecto humano.
Hoje a sociedade globalizada está muito voltada para a vida materialista.
As pessoas perderam- se no caminho da dignidade e optaram pelo atalho da competitividade, é triste pensar assim, muito triste pois este é o mundo dos nossos filhos, crianças que irão crescer e tornar- se adultos.
Adultos em um mundo muito poluído de idéias e sentimentos sem razão.
Adultos que não sabem o que realmente são.
Alienados, com interesses voltados apenas pelo Ter e não pelo Ser.

Ser Pedagogo é ter a missão de mudar não uma Educação retorcida, mas ser capaz de transformar a sociedade que ainda está por vir.
Pode ser ideologia pensar assim, mas como Pedagogos temos a capacidade de plantar hoje nesta sociedade tão carente de valores, sementes que um dia irão florescer.
E quem sabe essa mesma sociedade que hoje é tão infértil possa colher os frutos que só a Pedagogia pode dar.