domingo, 2 de janeiro de 2011

Buá! Quero chupeta, ursinho, paninho... Objetos de transição


Objetos de transição servem com uma ponte entre a criança pequena e a mãe quando ausente.
As crianças sentem a ansiedade de separação começam a almejar o conforto. Para aliviar estas preocupações, muitas crianças tentam fazer a ponte, ligando itens de transição - como bichos de pelúcia e cobertores. Este caso de amor, muitas vezes dura toda a primeira infância.

O bebê ao se desenvolver e passar pelas fases de crescimento gera aos pais uma enorme ansiedade vinda de novos desafios.

Qualquer mudança é assim, traz insegurança, medos, mas faz parte de todos os momentos da vida do ser humano.
As crianças ainda pequenas têm algum objeto que não desgruda, pode ser um paninho de dormir, chupeta, um ursinho, uma boneca... Se apegam a esses objetos em momentos de angústia, medo, ansiedade e ausência dos pais.

O paninho (fraldinha de pano) é como um aconchego. Representa, inconscientemente, o seio da mãe. Na minha opinião não vejo problemas em deixá-la dormir com o paninho, isso até os 5 anos de idade, o grande problema aprece quando a mãe quer lavar o paninho ou trocar por um mais novo. A criança não gosta da idéia e chora, pois o que para nós adultos o cheiro é um grande problema, para a criança é um odor familiar, conhecido, algo que ele adora. O ideal é conversar e chamar a criança para participar da lavagem do paninho ou a compra do novo.Afinal, esses objetos fazem bem o trazem prejuízos à criança?
Esses objetos de transição confortam as crianças, não se preocupe se seu filho for muito apegado a algum objeto. Na verdade, eles são freqüentemente um sinal de uma forte ligação entre pai e filho.
Também ajudam as crianças em novas experiências e situações estressantes. Por exemplo, ir ao médico não é tão assustador se  tem o seu ursinho de pelúcia para lhe fazer companhia e para o médico escuta o seu coração em primeiro lugar.
Provavelmente o seu filho vai abandonar o objeto por si mesmo. Não se preocupe, pois seu filho não estará carregando o ursinho para a faculdade. Por uma variedade de razões, a maioria das crianças geralmente escolhe abandonar esses objetos por eles mesmos. Aos 4 ou 5, as crianças encontram a vida social, como festas de aniversários, passeios, encontros.
Porém se os pais prolongarem a retirada ou incentivar à continuar com o uso desses objetos poderá acarretar às crianças um sério risco de não saber lidar com as perdas ao longo da vida.
A criança é um ser humano em construção, portanto é responsabilidade do adulto ensinar a lidar com as inseguranças, a expressar sentimentos, a sentir que tem capacidade de seguir em frente.
Converse com a criança com calma e tranquilidade, qualquer demonstração de ansiedade e desconforto, a deixará tensa, ela poderá sentir que ficar sem seu objeto favorito será algo ruim e todo trabalho de retirada não terá sucesso.

Mostre à criança que ela está crescida, não precisa mais do paninho, da chupeta ou qualquer coisa para dormir.

O momento ideal para a retirada do objeto é o mais cedo possível. Essa retirada deve vir acompanhada de muitas explicações.

Um objeto de transição que geralmente é mais difícil de ser retirado é a chupeta. Ela precisa ser retirada, pois envolvem outros aspectos ligados ao desenvolvimento e saúde bucal. Quando o bebê chora uma das coisas que a mãe faz é dar a chupeta, ele para de chorar, assim se acostuma com a chupeta e esse ato se estenderá aos próximos anos.
A criança que recebe a chupeta ao chorar, entende que não pode expressar seus sentimentos, então não aprende a resolvê-los;
Sem o objeto, a criança terá que entender e aprender a resolver suas aflições sozinha.
Quando seu filho estiver chorando, ao invés da chupeta, dê colo, carinho e com muita paciência converse com ele.

Lembre-se que seu filho terá muitos desafios à enfrentar ao longo da vida. Pais conscientes preparam os filhos para saberem lidar com os conflitos da melhor maneira.
Uma criança segura e confiante tem mais condições de saber lidar com os desafios da infância e do resto de sua vida.

E se o seu filho nunca se apegou a nenhum objeto? Saiba que esse não é um motivo de preocupação. "Pode ser que a criança descubra outras maneiras de se acalmar e se acalentar, como por exemplo, acariciar seu cabelo ou brincar com os dedinhos das mãos", explica Ana Carolina. Revista Crescer

Fonte:

"No primeiro ano de vida, a criança se liga a esses objetos como forma de conseguir suportar a ausência materna. É como se aquele paninho ou bichinho representasse uma parte da mãe que fica com a criança quando ela está longe", explica a psicóloga Ana Carolina Takenaka Medeiros, supervisora da Brinquedoteca do Hospital Israelita Albert Einstein. Revista Crescer

Ser Pedagogo

Ser Pedagogo não é apenas ser Professora, Mestre, Tia, Coordenadora, Supervisora, Orientadora, Dona de escola.
É mais do que isso.
É ser Responsável.
Ser Pedagogo é ter coragem de enfrentar uma sociedade deturpada, equivocada sem valores morais nem princípios.
Ser Pedagogo é ser valente, pois sabemos das dificuldades que temos em nossa profissão em nosso dia a dia.
Ser Pedagogo é saber conhecer seu caminho, sua meta, e saber atingir seus objetivos.
Ser Pedagogo é saber lidar com o diferente, sem preconceitos, sem distinção de cor, raça, sexo ou religião.
Ser Pedagogo é ter uma responsabilidade muito grande
nas mãos.
Talvez até mesmo o futuro...
Nas mãos de um Pedagogo concentra- se o futuro de muitos médicos, dentistas, farmacêuticos, engenheiros, advogados, jornalistas, publicitários ou qualquer outra profissão...
Ser Pedagogo é ser responsável pela vida, pelo caminho de cada um destes profissionais que hoje na faculdade e na sociedade nem se quer lembram que um dia passaram pelas mãos de um Pedagogo.
Ser Pedagogo é ser mais que profissional, é ser alguém que acredita na sociedade, no mundo, na vida.
Ser Pedagogo não é fácil, requer dedicação, confiança e perseverança.
Hoje em dia ser Pedagogo em uma sociedade tão competitiva e consumista não torna-se uma profissão muito atraente, e realmente não é.
Pois os valores, as crenças, os princípios, os desejos estão aquém do intelecto humano.
Hoje a sociedade globalizada está muito voltada para a vida materialista.
As pessoas perderam- se no caminho da dignidade e optaram pelo atalho da competitividade, é triste pensar assim, muito triste pois este é o mundo dos nossos filhos, crianças que irão crescer e tornar- se adultos.
Adultos em um mundo muito poluído de idéias e sentimentos sem razão.
Adultos que não sabem o que realmente são.
Alienados, com interesses voltados apenas pelo Ter e não pelo Ser.

Ser Pedagogo é ter a missão de mudar não uma Educação retorcida, mas ser capaz de transformar a sociedade que ainda está por vir.
Pode ser ideologia pensar assim, mas como Pedagogos temos a capacidade de plantar hoje nesta sociedade tão carente de valores, sementes que um dia irão florescer.
E quem sabe essa mesma sociedade que hoje é tão infértil possa colher os frutos que só a Pedagogia pode dar.