segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Livros infantis para adultos

Esta divisão de livros “para crianças” deixa muita gente envergonhada de tentar – e gostar da leitura. Mas e se tudo fosse diferente, assim como Saramago quis sonhar?


Reprodução do site da Revista Crescer
Texto da colunista - Cristiane Rogerio


Assisti há algum tempo um filme muito forte – muito louco, na verdade – chamado Filhos da Esperança. Estrelado por Clive Owen e Juliane Moore, ele é ambientado em um futuro em que não existem crianças porque se instaurou em toda parte uma infertilidade geral nas mulheres. O mundo é, portanto, só guerra e desgraça. Não há esperança, a tal esperança inspirada pelas crianças. Porém, em determinado momento da trama, um grupo de ativistas descobre que uma mulher está grávida e se empenham em protegê-la.


Este filme representa, para mim, não somente esta esperança ou essa alegria que sentimos quando olhamos para um bebê ou vemos uma infância acontecer. Mas também hoje me remete a pensar no quanto o que temos em volta da criança também é carregado dessa boa vibração, como os bons produtos culturais. A literatura infantil, claro, é um deles. Quando leio um bom livro para crianças o que mais me deixa feliz é que realmente alguém pensou em algo bom exclusivamente para ela, mas que talvez não pense – ou não dimensione – quanto esse ato pode reverberar.

Semana passada, recebi de uma colega do meu grupo da Pós-Graduação A Arte de Contar Histórias (ministrado no Sieeesp), a atriz e contadora de histórias Danielle Barros, uma animação maravilhosa para um livro infantil de José Saramago. Falo de A Maior Flor do Mundo, lançado aqui pela Ed. Companhia das Letrinhas em 2001 e com colagens de João Caetano. Na contracapa do livro, há uma belíssima pergunta: “E se as histórias para crianças passassem a ser de leitura obrigatória para os adultos? Seriam eles capazes de aprender realmente o que há tanto tempo têm andando a ensinar?”. Assista aqui a animação, adaptação de Juan Pablo Etceverry, da Espanha:
Boa oportunidade para curtir o escritor português e ao mesmo tempo colocar para dentro do coração as questões sugeridas por ele. E se vocês apreciarem a ideia – e o texto e a animação e tudo o mais que ela nos presenteia -, que tal espalhar essa pergunta para o mundo, como um destes virais de internet? E se essa sugestão virasse verdade? Que mundo teríamos? Seria um mundo melhor?


Mamães lidando com Conselhos e mais Conselhos.

Eu fico pensando em quando chegar o meu momento de ser mãe, não vou aguentar tantos conselhos. Será?
O pior são conselhos não solicitados.
Mãe, sogra, tia, amiga...
Será que dou conta?
Bem, isso saberei daqui alguns anos, não quero planejar, pois o desejo é enorme.

Já presenciei alguns conselhos do tipo:

- Mesmo que o bebê não quiser mamar, você tem que dar à força.
- Tira uma linha da roupa do bebê, coloca na boca para umedecer (eca) e faça uma bolinha para grudar na testa do bebê. Isso tira o soluço e mau olhado.
- Se a mulher grávida levar um susto, o leite pode empedrar.

Como lidar com esses conselhos?
O que vocês mamães fazem, fizeram ou o que aconselham?

Crianças de 5 anos no Ensino Fundamental?



O CNE, Conselho Nacional de Educação, autoriza crianças que já tiveram cursado Dois anos de Educação Infantil, a ingressarem no 1° ano do Ensino Fundamental.

O MEC, Ministério da Educação, e representantes de entidades dos direitos da infância, defenderam a rejeição do projeto de lei do senado que quer tornar obrigatória a matrícula no Ensino Fundamental a partir de 5 anos de idade, ao invés de 6 anos – antes (no Ensino Fundamental de 8 anos) era obrigatória a matrícula de crianças de 7 anos de idade.

Pela legislação atual, alunos de 4 e 5 anos devem ser matriculados na pré escola e de 0 a 3 anos em creches, ambas etapas da Educação Infantil.

Clique aqui e reveja a Importância da Educação Infantil.

O projeto de lei que quer mudar a idade é de autoria do senador Flávio Arns (PSDB-PR). A justificativa para incluir crianças de 5 anos no Ensino Fundamental, segundo texto divulgado pelo gabinete do senador, é que a lei que estabeleceu o Ensino Fundamental de 9 anos não é clara quanto à idade de corte para matrícula da criança.
O CNE já emitiu uma resolução que determina que a matrícula deve ocorrer apenas para crianças que completarem 6 anos até o dia 31 de março do ano letivo.

O presidente da Rede Nacional Primeira Infância, Vital Didonet, afirmou que o que está em jogo é o desenvolvimento da criança. Queimar etapas é prejudicial ao desenvolvimento humano. Cada vez mais os consultórios de Psicologia estão atendendo crianças forçadas precocemente a atender às expectativas do adulto.


O MEC permite crianças de 5 anos no Ensino Fundamental somente até 2011
Gestores de rede de ensino e diretores de escola ganharão mais tempo para adaptar matrículas das crianças no Ensino Fundamental à faixa etária ideal considerada pelo MEC – 6 anos completos até o dia 31 de março do ano em que ingressar no 1° ano do Ensino Fundamental.

O Ministro da Educação Fernando Haddad, aceitou a recomendação do CNE e ampliou o prazo até 2011.
A decisão do Ministro permitirá que as crianças que ainda não têm 6 anos completos e não terão feito aniversário até 31 de março do ano de 2011 possam entrar no Ensino Fundamental.

Em 2011 – As crianças que vão ingressar na escola (Educação Infantil) pela primeira vez só poderão ser matriculadas se tiverem 4 anos completos até 31 de março.

A etapa de 0 a 3 anos é chamada de creche; 4 e 5 anos é chamada de Educação Infantil. Podendo ser na mesma escola.
Alguns pais estão com dúvida, acreditando que os filhos só podem entrar na Escola quanto tiverem 4 anos.
Não há mesmo notícias claras.

FONTE: Terra Educação
                UOL

Chega de queimar etapas para suprir as expectativas do adulto
O grande problema da Educação é querer “tapar o sol com a peneira”. O que adianta antecipar o ingresso de crianças no Ensino Fundamental?
Querem mostrar resultados de melhorias na educação, mas esquecem que estão lidando com seres humanos em formação.

Até quando as crianças vão ser pressionadas a crescerem mais rápido, a pular etapas, a suprir as expectativas do adulto?

Os pais precisam conhecer a idade de seus filhos, saber o que cada idade representa na vida do ser humano e contribuir para um crescimento saudável.

Na Infância é brincando que a criança percebe melhor o mundo, descobre seus mistérios, constrói suas hipóteses e, enfim, aprende.



Ser Pedagogo

Ser Pedagogo não é apenas ser Professora, Mestre, Tia, Coordenadora, Supervisora, Orientadora, Dona de escola.
É mais do que isso.
É ser Responsável.
Ser Pedagogo é ter coragem de enfrentar uma sociedade deturpada, equivocada sem valores morais nem princípios.
Ser Pedagogo é ser valente, pois sabemos das dificuldades que temos em nossa profissão em nosso dia a dia.
Ser Pedagogo é saber conhecer seu caminho, sua meta, e saber atingir seus objetivos.
Ser Pedagogo é saber lidar com o diferente, sem preconceitos, sem distinção de cor, raça, sexo ou religião.
Ser Pedagogo é ter uma responsabilidade muito grande
nas mãos.
Talvez até mesmo o futuro...
Nas mãos de um Pedagogo concentra- se o futuro de muitos médicos, dentistas, farmacêuticos, engenheiros, advogados, jornalistas, publicitários ou qualquer outra profissão...
Ser Pedagogo é ser responsável pela vida, pelo caminho de cada um destes profissionais que hoje na faculdade e na sociedade nem se quer lembram que um dia passaram pelas mãos de um Pedagogo.
Ser Pedagogo é ser mais que profissional, é ser alguém que acredita na sociedade, no mundo, na vida.
Ser Pedagogo não é fácil, requer dedicação, confiança e perseverança.
Hoje em dia ser Pedagogo em uma sociedade tão competitiva e consumista não torna-se uma profissão muito atraente, e realmente não é.
Pois os valores, as crenças, os princípios, os desejos estão aquém do intelecto humano.
Hoje a sociedade globalizada está muito voltada para a vida materialista.
As pessoas perderam- se no caminho da dignidade e optaram pelo atalho da competitividade, é triste pensar assim, muito triste pois este é o mundo dos nossos filhos, crianças que irão crescer e tornar- se adultos.
Adultos em um mundo muito poluído de idéias e sentimentos sem razão.
Adultos que não sabem o que realmente são.
Alienados, com interesses voltados apenas pelo Ter e não pelo Ser.

Ser Pedagogo é ter a missão de mudar não uma Educação retorcida, mas ser capaz de transformar a sociedade que ainda está por vir.
Pode ser ideologia pensar assim, mas como Pedagogos temos a capacidade de plantar hoje nesta sociedade tão carente de valores, sementes que um dia irão florescer.
E quem sabe essa mesma sociedade que hoje é tão infértil possa colher os frutos que só a Pedagogia pode dar.