terça-feira, 30 de novembro de 2010

Como identifico uma boa escola?


Eu adorei essa resposta do colunista Marcelo Cunha Bueno da Revista Crescer.


Você só saberá isso no dia a dia... Uma boa escola nos acolhe, procura entender o nosso modo de viver, se abre a cada criança e suas surpresas. Cuida de detalhes, dos espaços, das luzes, cores, sons. Gosto de escola que ventila os ares, as ideias, os conteúdos. É importante gostar de escola que não se esconde em apostilados, que forma os professores, que vive dia por dia, sem se preocupar com vestibulares e vestibulinhos. Escola não é preparação para a vida: escola é a vida. Mesmo quando você achar que encontrou a escola certa, não sossegue! Continue questionando. Só o tempo mostrará que a melhor escola é aquela que cuida do presente.

É dessa forma q eu penso, eu coloquei em negrito as palavras chave e dei a minha opinião.
 
Dia a Dia - Todos já conhecem aquele ditado: "Nada como um dia após o outro". E assim que tem que ser, tudo leva tempo para se desenvolver, se conhecer, se adaptar e assim será com a escola.
 
Nos acolhe - Se sentir acolhido é uma das coisas que mais desejamos ao chegar em qualquer ambiente novo, não é?
O acolhimento traz segurança, nos faz sentir parte do processo, do lugar.
 
Entender o nosso modo de viver - Como é bom levar a vida sem julgamentos. Muitas pessoas ainda não entendem que cada caso é um caso e cada casa é uma casa.
 
Ventila os ares, as idéias e os conteúdos - Não é preciso seguir a risca aquela cartílha, apostila ou livro. É tão bom quando surge uma curiosidade, logo você encontra respostas e mais interesse para se aprofundar. Pesquisar o que tem interesse livremente é muito bom. Não esperar chegar chegar em tal capítulo do livro para iniciar a pesquisa.
 
Não se esconde - A escola que se esconde em métodos de apostilas, não tem a sua própria identidade.
 
Forma os professores - Qualquer empresa que se preocupa com o funcionário só tem a crescer, o mesmo ocorre com a escola. A escola cresce não só como empresa, mas como instituição com conteúdo e capacidade de formar alunos.
 
Sem se preocupar com Vestibulares e Vestibulinhos - Claro que todos os pais querem que seus filhos sejam aprovados em ótimas universidades, mas antes disso existem muitos aspectos a serem formados. Não adianta um aluno formado com todos os conteúdos necessários para o ingresso na Universidade, se não soube, ao longo de sua vida escolar, desenvolver seu lado emocional.
 
Escola é vida - Pois a vida não começará após a escola. Passamos muitos anos na escola, esses anos são anos da vida e devem ser vividos da melhor maneira possível.
 
Continue questionando - Se no início do ano foi apresentado um certo conteúdo aos pais, é importante assegurar que a qualidade do ensino e as propostas estejam sendo realizadas.

Entendendo o Ensino Fundamental de 9 anos

De acordo com a lei de número 11.274, a partir de 2007, o Ensino Fundamental brasileiro passou a ter nove anos. A nova série será acrescentada no início do Ensino Fundamental. As crianças, ao invés de entrar com 7 anos de idade, entram com 6. Os Estados e municípios tiveram até 2010 para se adaptarem à nova lei.

Segundo o (MEC) Ministério da Educação, o objetivo é colocar mais crianças nas escolas e proporcionar mais tempo de escolaridade aos estudantes brasileiros.

 Com o aumento do número de anos da Educação Básica obrigatória são vistos como um avanço. "A inclusão dessa clientela é um grande passo para a democratização do acesso escolar. Apenas os filhos das classes mais pobres não estudavam aos 6 anos", analisa Patrícia Corsino, que leciona Prática de Ensino de Educação Infantil na Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).


Em outras palavras com o mesmo sentido - Antes a crianças com 6 anos de idade estava matriculada no que chamamos de Pré Escola, último ano da Educação Infantil. Hoje essa Pré Escola passou a ser o 1° ano do Ensino Fundamental.
Um dos pontos mais discutidos desde que a lei do novo ensino fundamental entrou em vigor é justamente a antecipação dos conteúdos e atividades da escola que anteriormente faziam parte do currículo da antiga primeira série.


O conteúdo do primeiro ano do Ensino Fundamental de nove anos não é o conteúdo trabalhado no último ano da pré-escola de seis anos.

A Educação Infantil, primeira etapa da Educação Básica, não tem como objetivo preparar crianças para o Ensino Fundamental; tem objetivos próprios que devem ser alcançados na perspectiva do desenvolvimento infantil respeitando, cuidando e educando crianças no tempo singular da primeira infância.
No caso do primeiro ano do Ensino Fundamental a criança de seis anos, assim como as demais de sete a dez anos de idade, precisam de uma proposta curricular que atenda suas características, potencialidades e necessidades específicas dessa infância.
Faz-se necessário elaborar uma nova proposta político-pedagógica e curricular coerente com as especificidades não só da criança de seis anos de idade.
Nomenclatura
Não é mais dividido em séries e sim em Ano.

Creche - Até 3 anos de idade

 Educação Infantil - 5 anos de duração - Até 5 anos de idade


Pré-Escola - 4 e 5 anos de idade

Ensino Fundamental - 9 anos de duração - Até 14 anos de idade

Anos iniciais - 5 anos de duração - de 6 a 10 anos de idade

Anos finais - 4 anos de duração - de 11 a 14 anos de idade 
 


Por outro lado, a decisão permite (forçosamente) que alunos que não teriam acesso à pré-escola, alunos mais carentes, possam ter um ensino um pouco maior.

Pois o Ensino Fundamental é obrigação do Estado.
 A Constituição Federal e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional preceituam como dever do Estado, com a educação escolar pública, a garantia de "ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram acesso na idade própria".

Esse 1° Ano constitui uma possibilidade para qualificar o ensino e a aprendizagem dos conteúdos da alfabetização e do letramento. Mas, não se deve restringir o desenvolvimento das crianças de seis anos de idade exclusivamente à alfabetização.


A partir de 2011, os alunos deverão ter 6 anos completos ou a completar até 31 de março do ano letivo para passarem da educação infantil para a próxima fase. É o que determinam o MEC (Ministério da Educação) e o CNE (Conselho Nacional de Educação).

Ainda há mais discussões sobre o assuntos, vamos falando por aqui.

Festa do Sorvete

Que delícia!!!!
Festa do Sorvete nesse calor de hoje, Hummm!!!

Olha que tema maravilhoso para um aniversário infantil.

Ice Cream Party and Dessert Station





Créditos:
 Grand Soirées Events
My Sweet Saucy
Sarah K Chen Photography
Trista Lerit Photography



Pais X Professores?

NÃO. Pais E Professores!

Não há disputa, a família e a escola precisam trabalhar em equipe.
É fundamental que sigam os mesmos critérios e tenham a mesma direção para atingir o mesmo objetivo
As regras estabelecidas pela escola devem ser cumpridas pela família, para isso a família deve selecionar a escola que lhe traz mais segurança, siga os mesmos valores e até mesmo a Religião em caso de escolas confessionais. Assim, evitando muitos conflitos ao longo do ano letivo.
Os pais aprenderão mais sobre o planejamento da escola e como ele funciona.

A escola necessita dessa relação de cooperação com a família, professores precisam conhecer o universo sociocultural do aluno para que possam respeitá-lo, compreendê-lo e tenham condições de intervirem com clareza, se necessário.
Os pais começarão a perceber o comportamento de seu filho fora de casa, em outro ambiente. Da mesma forma os professores terão idéia sobre o ambiente em que vivem seus alunos.

Os objetivos de Reuniões é compartilhar interesses e missões tendo em vista os benefícios para o aluno, define a Pedagoga Isa Spanghero Stober, uma das autoras do livro Reunião de Pais - Sofrimento ou Prazer?
Editora - Casa do Psicólogo.

A relação de parceria é extremamente importante. Os pais dos alunos devem se conhecer e trocar experiências. Pois, muitas vezes, o seu filho freqüentará a casa do coleguinha e é interessante que você conheça os pais de quem seu filho tem amizade.

A confiança entre pais e professores gera segurança para ambos.

Um bom momento para manter contato com o professor de seu filho é durante as primeiras semanas de aula. Isso oferecerá uma oportunidade de conhecer um ao outro quando não há nenhuma reclamação. O professor conhece pouco de seu filho, forneça algumas informações úteis.
Nas primeiras semanas de aulas, é interessante os pais conversarem com os professores, levantando questões como:

Meu filho participa das atividades em grupo?


O que posso fazer para incentivá-lo à leitura?

Feedback Positivo - Cabe ao professor deixar os pais cientes quando a criança estiver indo bem e se desenvolvendo em sala de aula. Não apenas chamar os pais para conversar quando a criança tiver comportamento ruim, notas baixas, etc.
Não crie expectativas irreais - todo pai quer que seu filho tenha sucesso, mas as expectativas demasiadamente elevadas podem prejudicar o desenvolvimento da criança. Quando são empurradas para além do que estão prontas perdem a confiança em si própria e gera medo de correr riscos.
Discuta com o professor as expectativas que devem ser esperadas, entenda a idade do seu filho.

Dê ao professor uma oportunidade justa! Seu filho pode não estar muito feliz com sua nova professora de imediato e você pode ter uma primeira impressão nada perfeita. Dê ao professor, ao seu filho e à você mesmo, tempo para ajustes, antes de levantar bandeiras para qualquer motivo de preocupação.


Qualquer professor gosta de pais interessados. Quando precisar falar com o professor, envie um recado e espere resposta. Não apareça de surpresa na sala de aula. Você não gostaria que alguém fosse falar com você no meio do seu expediente, iria atrapalhar, não é mesmo?
Existem outras crianças na sala de aula que não devem ter o seu tempo de aula prejudicado.

Se a criança não apresenta um comportamento em particular em casa, não significa que ela não possa apresentar esse comportamento na escola, seja um comportamento bom ou ruim. São lugares diferentes, com pessoas diferentes. Ouça o que o professor tem a dizer para juntos entenderem e encontrarem uma solução.
Nenhuma criança quer ser punida, no caso de seu filho chegar contando alguma história, ocorrida na escola, de comportamento ruim, travessuras, etc. Preste atenção na história e perceba se ele coloca a culpa em outro colega ou no professor. Converse com o professor para saber o que realmente aconteceu e aceite se o professor chamou a atenção de seu filho, converse com o seu filho e explique que tal atitude não foi correta.
Muitos pais não estão preparados para ouvir comentários negativos sobre seus filhos, o grande problema que Professores encontram, é transmitir ao pai o tipo de dificuldade e fazer com que ele entenda.
Os pais não estão preparados e não querem ouvir que na maioria das vezes são seus filhos que erram e apresentam dificuldades. Deve-se enxergar esses problemas para que as crianças não os repitam novamente e possam evoluir.


Faz parte de uma boa Educação os pais ensinarem os filhos a respeitar os professores.

O professor realmente se preocupa com o seu filho, desejam que sejam bem sucedidos nos estudos. O sucesso do aluno é sucesso do professor.

Se você, pai ou mãe, sente que há problema com o seu filho na escola, seja qual for, chame primeiro o professor, ele passa a maior parte do tempo com o seu filho, é ele que conhece mais o seu filho em relação aos outros funcionários da escola. O assunto só deve ser levado à Direção da escola, se achar que não houve solução com o professor.
Quanto maior o envolvimento dos pais nas experiências escolares das crianças mais facilidade de fazer amigos terão e incentiva no progresso de Educação de seus filhos.

Acompanhar a vida escolar não significa apenas cobrar. É estimular, ensinar, conversar, prestigiar e discutir.
Compartilhar a formação integral do educando; sem buscar qual o maior ou o menor responsável, demonstrar que com parceria, cooperação e compromisso é possível alcançar maiores resultados.


O trabalho deve ser feito junto com o professor e não contra.

Ser Pedagogo

Ser Pedagogo não é apenas ser Professora, Mestre, Tia, Coordenadora, Supervisora, Orientadora, Dona de escola.
É mais do que isso.
É ser Responsável.
Ser Pedagogo é ter coragem de enfrentar uma sociedade deturpada, equivocada sem valores morais nem princípios.
Ser Pedagogo é ser valente, pois sabemos das dificuldades que temos em nossa profissão em nosso dia a dia.
Ser Pedagogo é saber conhecer seu caminho, sua meta, e saber atingir seus objetivos.
Ser Pedagogo é saber lidar com o diferente, sem preconceitos, sem distinção de cor, raça, sexo ou religião.
Ser Pedagogo é ter uma responsabilidade muito grande
nas mãos.
Talvez até mesmo o futuro...
Nas mãos de um Pedagogo concentra- se o futuro de muitos médicos, dentistas, farmacêuticos, engenheiros, advogados, jornalistas, publicitários ou qualquer outra profissão...
Ser Pedagogo é ser responsável pela vida, pelo caminho de cada um destes profissionais que hoje na faculdade e na sociedade nem se quer lembram que um dia passaram pelas mãos de um Pedagogo.
Ser Pedagogo é ser mais que profissional, é ser alguém que acredita na sociedade, no mundo, na vida.
Ser Pedagogo não é fácil, requer dedicação, confiança e perseverança.
Hoje em dia ser Pedagogo em uma sociedade tão competitiva e consumista não torna-se uma profissão muito atraente, e realmente não é.
Pois os valores, as crenças, os princípios, os desejos estão aquém do intelecto humano.
Hoje a sociedade globalizada está muito voltada para a vida materialista.
As pessoas perderam- se no caminho da dignidade e optaram pelo atalho da competitividade, é triste pensar assim, muito triste pois este é o mundo dos nossos filhos, crianças que irão crescer e tornar- se adultos.
Adultos em um mundo muito poluído de idéias e sentimentos sem razão.
Adultos que não sabem o que realmente são.
Alienados, com interesses voltados apenas pelo Ter e não pelo Ser.

Ser Pedagogo é ter a missão de mudar não uma Educação retorcida, mas ser capaz de transformar a sociedade que ainda está por vir.
Pode ser ideologia pensar assim, mas como Pedagogos temos a capacidade de plantar hoje nesta sociedade tão carente de valores, sementes que um dia irão florescer.
E quem sabe essa mesma sociedade que hoje é tão infértil possa colher os frutos que só a Pedagogia pode dar.