quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Bullying - Não é apenas "brincadeirinha" de criança

Gozação, humilhação, ofensas e até mesmo agressão são coisas que fazem parte do Bullying. O pensava-se que era "normal", coisa de criança e de adolescente, é na verdade o Bullying. Palavra em inglês que é usada como sentido de zoar, tiranizar, ameaçar, intimidar, isolar, perseguir, ignorar, ofender, bater, ferir, discriminar, etc. A palavra bullying é originária do verbo de língua inglesa to bully, que significa maltratar. O termo surgiu na Grã-Bretanha para designar uma forma de crueldade que se dava na relação entre crianças e adolescentes.

 
A gravidade é que esse padrão de comportamento está longe de ser inocente.

 
A violência moral já é objeto de preocupação em países europeus. Na maioria deles, há normas do Ministério da Educação que obrigam a escola a evitar o bullying. Em todo o mundo, especialistas concordam que o papel dos pais, tanto dos agressores quanto dos agredidos, é fundamental para combater a violência moral nas escolas.

 
O primeiro passo para pais e educadores é encorajar as vítimas de bullying a denunciar seus agressores. Umas das dificuldades para identificar casos de violência moral ou bullying é que a vítima costuma sofrer em silêncio, com medo de represália dos colegas caso conte o que acontece para algum adulto.

 

 
Por quê?
  • Obter força
  • Conquistar popularidade na escola
  • Esconder o próprio medo, amedrontando os demais
  • Tornas outras pessoas infelizes, já que ele próprio é infeliz
  • Vitimar outras pessoas por ter sido vítima de alguém no passado

 
Quem faz sofrer?

 

  • Indivíduos que têm pouca empatia
  • Falhas de personalidade
  • Família desestruturada
  • Supervisão pobre
  • São mal acostumados e por isso esperam que todos façam as suas vontades e atenda sempre as suas ordens
  • Gostam de experimentar sensações de poder
  • Vítimas de algum abuso
  • São freqüentemente humilhados pelos adultos
  • Vivem sob imensa pressão para que tenham sucesso em suas atividades

 Essas crianças precisam muito mais de ajuda, do que punição

 

 Alvos

 Os meninos, com uma freqüência maior, estão mais envolvidos com o Bullying, tanto como autores quanto como alvos. Já as meninas, embora menor freqüência, o Bullying também ocorre e se caracteriza, principalmente, como prática de exclusão e/ ou difamação

 

Pessoas ou grupos que não dispõem de recursos como:
  • Status
  • Habilidade para reagir
  • Socialização
  • Popularidade 
É comum os agressores abordarem vítimas que apresentem alguma diferença do grupo que estão inseridas, como:

 
  • Obesidade
  • Baixa estatura
  • Deficiência física
  • Aspectos culturais, religiosos e étnicos

 
Testemunhas

 

Convivem com a violência e se calam em razão do temor de se tornarem as "próximas vítimas".
  • Insegurança
  • Incomodo

 
Onde?

 

  • Toda e qualquer escola independente do nível social, urbana ou rural e até mesmo na Educação Infantil, pode ocorre Bullying.
  • Comunidade em que vive, condomínios, clubes, parques.

 

 O que as vítimas devem fazer?

 
  • Evitar a companhia de quem pratica o bullying
  • Não falar com o agressor sozinho. É mais seguro falar com ele com outras pessoas por perto
  • Não responder às provocações
  • Não manter a agressão em segredo. Não se deixar intimidar. Relatar o fato aos professores, coordenadores, diretores ou responsáveis

 

 Conseqüências

 
Quando não há intervenções efetivas contra, o ambiente torna-se totalmente contaminado. Todas as crianças, sem exceção são afetadas negativamente, passando a experimentar sentimentos de ansiedade e medo.

 Algumas crianças que testemunham situações de Bullying, quando percebem que o comportamento agressivo não traz nenhuma conseqüência a pratica, poderão achar por bem adotá-lo.

 

 Alvos - Poderão não superar, parcial ou totalmente, os traumas vividos na escola. Poderão crescer com sentimentos negativos, com baixa auto estima, tornando-se adultos com sérios problemas de relacionamento. Poderão assumir um comportamento agressivo e mais tarde praticar o bullying no trabalho.

 

 Autores - Poderão levar para a vida adulta o mesmo comportamento anti social, adotando atitudes agressivas no seio familiar ou no ambiente de trabalho.

 
Alguns estudos realizados em diversos países, sinalizam a possibilidade de que autores de bullying na época da escola ou comunidade em que viviam, venham a se envolver, mais tarde, em atos de delinqüência ou criminosos.

 

 Testemunhas - Também são afetadas, tornam-se inseguras e temerosas de que possam vir a se tornar as próximas vítimas

 

 

 

Para pais

 

 Se o seu filho está demonstrando algum desses comportamentos, é hora de ficar atento.

 
  • Falta de vontade de ir á escola ou sair para brincar na rua, condomínio, parque...
  • Sentir-se mal perto do horário de ir à escola
  • Pedir para trocar de escola, de residência
  • Pedir sempre para ser levado à escola ou pedir a sua companhia ao brincar com outras crianças
  • Mudar freqüentemente o trajeto entre casa e a escola
  • Apresentar baixo rendimento escolar
  • Voltar da escola, condomínio, rua, parque, sempre com roupas rasgadas, livros, brinquedos quebrados ou perdidos.
  • Chegar com machucados inexplicáveis
  • Tornar-se fechado, arredio
  • Parecer angustiado, nervoso, deprimido, ansioso
  • Apresentar manifestações de baixa auto-estima
  • Ter pesados freqüentes, chegando a gritar "socorro" ou "me deixa" durante o sono
  • "Perder" repetitivamente o seu dinheiro, seus pertences
  • Evitar falar sobre o que está acontecendo
  • Tentar suicídio



 O que você deve fazer?

 
  • Conversar sobre o assunto e caso confirme alguma suspeita, procure a escola para ajudar a solucionar o problema.
  • Não exija dele o que ele não se sinta capaz de realizar
  • Não o culpe pelo o que está acontecendo
  • Elogie a sua atitude de relatar o que está atormentando

 

Se o seu filho é o AUTOR do bullying, o que fazer?

 

  • Saiba que seu filho está precisando de ajuda
  • Não tente ignorar a situação, nem procure fazer de conta que está tudo bem
  • Procure manter a calma e controlar a sua própria agressividade ao falar com ele, mostre que a violência deve ser evitada
  • Não o agrida, nem o intimide; isso só iria tornar a situação pior
  • Mostre que você sabe o que está acontecendo, mas procure demonstrar que você o ama, apesar de não concordar com esse comportamento
  • Converse com ele para saber o porquê de agir de tal forma e o que poderia ser feito para ajudá-lo
  • Tente identificar algum problema atual que possa estar desencadeando esse tipo de comportamento. Desse caso, ajude-o a sair disso
  • Com o consentimento dele, entre em contato com a escola; converse com professores, funcionários e amigos que possam ajudar. Assumindo que seu filho tem culpa e que você está ciente.
  • Dê limitações e limites firmes, capazes de ajudá-lo a controlar o seu comportamento
  • Procure auxiliá-lo a encontrar meios não agressivos para expressar suas insatisfações
  • Encoraje-o a pedir desculpas ao colega que ele agrediu.
  • Tente descobrir alguma coisa positiva que ele se destaque e que venha melhorar a sua auto-estima
  • Procure criar situações em que ele possa se sair bem, elogiando - o sempre que isso ocorrer
O fato de sofrer Bullying não é culpa da vítima, pois ninguém pode ser responsabilizado por ser "diferente". Essa "diferença" é apenas o pretexto para que o agressor satisfaça a sua necessidade de agredir.

 
Tanto os pais como a escola, devem ajudar as crianças a lidarem com as diferenças, procurando questionar e trabalhar seus preconceitos.

 


Você já sofreu de bullying? No trabalho? Na escola?
O que houve?
Você já praticou Bullying? Por que?
Já presenciou alguma situação de Bullying? Qual foi a sua reação?
Qual a sua opinião? Conte para nós!!!

Atriz Julianne Moore sofreu bullying porque tinha sardas

A bela e ruiva atriz Julianne Moore também sofreu bullying no colégio! Quando ela tinha 7 anos, seus colegas a apelidaram de “Morango Sardento” por conta do cabelo vermelho e das sardinhas. Olha só que maldade!


Quarenta anos depois, a atriz, conhecida no mundo todo, escreveu um livro sobre o assunto, chamado “Morango Sardento” (Cosac Naify), em que ela conta de forma bem divertida, a história de uma garotinha ruiva que só queria ser igual aos seus colegas da escola.
Na história, a garota inventa um monte de coisas para se livrar do que mais a incomoda: as sardas. Eu ainda sou sardenta e ainda não gosto delas, mas tenho outras coisas com que me preocupar”, diz a atriz que cresceu ouvindo frases como “Você é suja”.


Depois de várias tentativas de eliminá-las (sem sucesso, claro), ela resolve usar um capuz, daqueles que cobrem o rosto todo, para que ninguém a veja. Os colegas não a reconhecem e sentem sua falta, e só aí que percebe o quanto é querida, independente de sardas ou não.
A garotinha resolve se aceitar, afinal, “quem liga para um milhão de sardas quando se tem um milhão de amigos?”. Fofo, não?
“Morango Sardento” está disponível em português, com tradução da atriz Fernanda Torres. O livro também já tem seqüência, “Morango Sardento e o Valentão do Recreio”, a ser lançado no Brasil em 2011.

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Like Mom Like Dad

Achei esse site e adorei!!!
Percebi que tudo pode evoluir. A tecnologia das câmeras, a moda, as casas, etc. mas a essência de pais para filhos continuam sempre as mesmas, reparem.































































Ser Pedagogo

Ser Pedagogo não é apenas ser Professora, Mestre, Tia, Coordenadora, Supervisora, Orientadora, Dona de escola.
É mais do que isso.
É ser Responsável.
Ser Pedagogo é ter coragem de enfrentar uma sociedade deturpada, equivocada sem valores morais nem princípios.
Ser Pedagogo é ser valente, pois sabemos das dificuldades que temos em nossa profissão em nosso dia a dia.
Ser Pedagogo é saber conhecer seu caminho, sua meta, e saber atingir seus objetivos.
Ser Pedagogo é saber lidar com o diferente, sem preconceitos, sem distinção de cor, raça, sexo ou religião.
Ser Pedagogo é ter uma responsabilidade muito grande
nas mãos.
Talvez até mesmo o futuro...
Nas mãos de um Pedagogo concentra- se o futuro de muitos médicos, dentistas, farmacêuticos, engenheiros, advogados, jornalistas, publicitários ou qualquer outra profissão...
Ser Pedagogo é ser responsável pela vida, pelo caminho de cada um destes profissionais que hoje na faculdade e na sociedade nem se quer lembram que um dia passaram pelas mãos de um Pedagogo.
Ser Pedagogo é ser mais que profissional, é ser alguém que acredita na sociedade, no mundo, na vida.
Ser Pedagogo não é fácil, requer dedicação, confiança e perseverança.
Hoje em dia ser Pedagogo em uma sociedade tão competitiva e consumista não torna-se uma profissão muito atraente, e realmente não é.
Pois os valores, as crenças, os princípios, os desejos estão aquém do intelecto humano.
Hoje a sociedade globalizada está muito voltada para a vida materialista.
As pessoas perderam- se no caminho da dignidade e optaram pelo atalho da competitividade, é triste pensar assim, muito triste pois este é o mundo dos nossos filhos, crianças que irão crescer e tornar- se adultos.
Adultos em um mundo muito poluído de idéias e sentimentos sem razão.
Adultos que não sabem o que realmente são.
Alienados, com interesses voltados apenas pelo Ter e não pelo Ser.

Ser Pedagogo é ter a missão de mudar não uma Educação retorcida, mas ser capaz de transformar a sociedade que ainda está por vir.
Pode ser ideologia pensar assim, mas como Pedagogos temos a capacidade de plantar hoje nesta sociedade tão carente de valores, sementes que um dia irão florescer.
E quem sabe essa mesma sociedade que hoje é tão infértil possa colher os frutos que só a Pedagogia pode dar.