sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Ciências é para viver!!

A maioria das pessoas encara o mundo da ciência como coisa de adulto. Errado! As crianças têm um mundo inteiro para descobrir, e o adulto deve ajudar a viabilizar esta descoberta, deve possibilitar nas crianças a oportunidade de se expressarem e de compreender o mundo em que vivem


CRIANÇAS SÃO cientistas naturais e de boa vontade embarcam em qualquer experiência independentemente do motivo.

Apreciam as bolhas que podem fazer por sopro em um copo de leite através de um canudo, ficam apreciando o pião rodando para ver quanto tempo vai girar em diferentes superfícies. Neste sentido natural da curiosidade que leva a criança a fazer descobertas sobre o mundo e desenvolver a sua compreensão. E, claro, atuando sobre a natureza da ciência é muito divertido.

Você não precisa de muitos aparelhos para incentivar a construção de um cientista, com apenas uma sementinha, as crianças cultivam, apreciam o crescimento, aprendem sobre a fotossíntese, etc. A sua casa está cheia de coisas divertidas para fazer. Plante um feijão no algodão, é tão simples, mas tão significativo.

Muitas crianças apreciam os insetos, bichinhos de jardim. A maioria dos pais e professores dizem ao ver a criança mexer na formiga, na terra, apreciar o tatu bolinha:

- Sai daí, isso é sujo!

E muitas vezes matam o pobre inseto.

A criança fica sem saber a importância daquele ser na natureza, o porque não pode mexer, não pode brincar. Assim cresce e vai descobrir da maneira mais chata: a “decoreba” nos livros com conteúdos pré estabelecidos.

É uma visão “ingênua” da Ciência, socialmente difundida. Aceita a Ciência como “verdade” e imutável. São visões empobrecidas e distorcidas como essas que criam o desinteresse e a rejeição de muitos estudantes, o que se converte em um obstáculo para a aprendizagem.

Para descobrir e entender o sentido de muitos fenômenos é preciso atuar, estudar, criar hipóteses, definir estratégias, tudo na prática. Apenas lendo, a criança decora para não tirar nota baixa na prova. Passa para o próximo ano letivo e esquece-se de tudo que aprendeu decorou.

Um pequeno laboratório
1. Hipótese - Qualquer questão que a criança possa ter.


2. Previsão - Pergunte o pensam, pode ser a resposta .

3. Equipamento e Processo - Determinem juntos o que vão fazer
4. Resultados - Pergunte o que observaram
5. Conclusão - Se a hipótese for correta, verifique qual é o significado por trás de suas descobertas.

Parece complicado? simples. Aqui está um exemplo :

1. Será que a moeda vai afundar ou flutuar ?

2. Eu acho que a moeda vai afundar.

3. Água. Vamos colocar em uma tigela e colocar a moeda dentro

4. A moeda afundou.

5. Eu acho que afundou porque ela é mais pesada que a água/ mais densa.
 
A ciência faz parte da vida de cada um e pode ser muito divertida.
Muitas dicas aqui

Filosofando sobre a música para crianças

A música tem um poder enorme em todos nós!!!



Traz lembranças, acalma, desperta emoções e nos faz bailar.

Durante a Gravidez a música pode reduzir a ansiedade da mulher nessa fase e criar um meio de comunicação com o bebê, útil para acalmá-lo depois do parto.
A partir do quinto mês de gestação a audição do seu bebê já está desenvolvida. Quando ele cresce, logo é possível notar as diversas reações que ele tem ao ouvir diferentes sons.

Depois do parto, a repetição dos sons que o bebê ouviu ainda na barriga o remete ao conforto do útero e faz com que se sinta bem. Além disso, estudos mostram que a voz da mãe estimula a sucção e ele se alimenta melhor. A voz do pai ajuda a acalmá-lo.

"Com os bebês as melodias são mais simples, com poucas notas. À medida que a criança vai crescendo, os intervalos musicais podem ser aumentados e pode-se inserir mais notas".
Diz a Musicoterapeuta Mariana Arruda

A criança é extremamente musical!!!

A partir de dois anos de idade, com a explosão das habilidades verbais, adoram músicas com melodias cativantes, facilmente compreensíveis e que se repetem.

Não surpreendentemente, cantar pode melhorar as habilidades de linguagem na criança. Enquanto a criança está dublando e dançando, provavelmente está expandindo o seu vocabulário. Músicas com frases repetitivas, tais como "Old MacDonald 's Farm " pode ajudá-la a entender os conceitos das palavras.

Ex:
A canoa virou
Por deixá-la virar
Foi por causa de fulano
Que não soube remar

(tadinho do fulano, já está dizendo que a culpa é dele). Rsrsrs


Ex:
O Cravo brigou com a rosa
Debaixo de uma sacada
O Cravo ficou ferido
E a Rosa despedaçada
O Cravo ficou doente
A Rosa foi visitar
O Cravo teve um desmaio
A Rosa pos-se a chorar

(Nossa que tragédia, chorei) rsrs

Ex:
O meu boi morreu
O que será de mim
Mande buscar outro, oh Morena
Lá no Piauí

O meu boi morreu
O que será da vaca
Pinga com limão, oh Morena
Cura urucubaca

(O boi morre, ele fica triste mas logo se recupera porque manda buscar outro. Porém ainda se preocupa com o luto da vaca, mas acha solução na cachaça. E a urucubaca? O boi morreu por causa da urucubaca então? O que seria urucubaca? Olho gordo, feitiços? O boi morreu por causa de feitiçaria?) rsrsrsrs

Não quer dizer que todas as músicas populares brasileiras infantis são péssimos exemplos para as crianças, podem deixá-las frustradas por causa dessas letras.
Eu ficava pensando nisso quando pequena, refletindo sobre essas músicas, mais ou menos como fiz agora.
Filosofava sobre a música?
Mas tinha consciência que era apenas música, muitas palavras eu perguntava para os meus pais.
Eu tinha apenas 5 anos quando estava passando a novela Tieta, adorava a abertura, achava tão legal a mulher se entrelaçando como se fosse um tornado em câmera lenta. A letra da música cantada na abertura tinha uma parte que dizia: " Tiêta do Agreste lua cheia de tesão", então fui perguntar ao meu pai o que significava tesão, ele disse que era um T bem grande. Imaginei uma lua cheia com T no meio.
rsrsrsrsrs

Me fez pensar, refletir, perguntar, questionar e isso não é ruim, é extremamente benéfico para o desenvolvimento da criança.
As letras de músicas populares infatins é uma questão ainda divide opiniões, em breve falaremos sobre o assunto, hoje aqui o tema é a Importância da Música na Infância.


Quando as crianças estão cantando, tocando, ouvindo e descobrindo sonos em diversas formas, estão trabalhando a discriminação auditiva.
Adicionando aulas que proporciona tocar instrumentos, leva a criança à desenvolver o aprendizado seqüencial, que é essencial na compreensão da leitura.

Platão disse uma vez que a música “é um instrumento mais poderoso do que qualquer outro para a educação”.
Muitos Professores concordariam com ele.

O ensino de música, tão importante para o estímulo da criatividade infantil, tornou-se novamente obrigatório nas escolas. Sancionada no dia 18 de agosto de 2008 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a lei nº 11.769 passou a valer para o ensino fundamental e médio de todas as escolas brasileiras, que têm, a partir de então, 3 anos para adaptar seu currículo na área de artes. Essa lei altera a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação) que determina o aprendizado de arte, mas não especifica o conteúdo. O ensino de música já fez parte dos currículos escolares, mas foi retirado na década de 1970. O objetivo não é formar músicos profissionais, mas sim, reconhecer os benefícios que esse ensino pode trazer para o desenvolvimento e a sociabilidade das crianças.

Uma pesquisa recente descobriu que a música usa os dois lados do cérebro, que traz benefícios em todas as áreas do desenvolvimento.

A música para vida acadêmica

Ao ouvir e cantar com um professor de música "Atirei o Pau no Gato", por exemplo, seu filho aprende a contar.
Tô to (2 vezes) Moreu reu reu (2 vezes)
Um estudo recente da Universidade da Califórnia descobriram que a música treina o cérebro para formas superiores de pensamento. Os alunos que receberam aulas de música tiveram um aumento de 27 % em suas notas de matemática.
Um estudo realizado pela Long Island University, nos Estados Unidos, em duas escolas, avaliou um grupo de crianças que estudava piano formalmente. Ao todo, os pesquisadores acompanharam os alunos durante três anos e os compararam a outros que nunca tiveram aula de música. O resultado sugeriu que as crianças que aprendiam música tinham melhor vocabulário que as demais.

A participação da música proporciona uma oportunidade única para a criança que está em fase de alfabetização.

A música é corpo

A música pode ser descrita como um esporte. Aprender a cantar e em ritmo desenvolve a coordenação.
A reeducação para respiração correta e o sopro que são necessários para fundir uma flauta trompete ou saxofone, promove benefícios para a saúde.

A música é emocional


A música é uma forma de arte. Somos todos seres emocionais, a música pode ser veículo, para seu filho, de expressão.
A música é para a vida
O bebê, ao ouvir uma música, bate palmas, mexe os bracinhos e perninhas está se expressando.
Quem nunca falou ou ouviu:
- Nossa essa música! Lembra de ...?
- Ai, tira essa música que me lembro da época...
- Essa música me deu saudades de ...

A música é um presente que você pode dar ao seu filho que irá durar toda a vida.

Música para crianças especiais

As crianças especiais que têm aulas de música desenvolvem, ainda, a coordenação motora e a desinibição, além de ficarem mais calmas e atentas, ganhando em socialização. Se, até pouco tempo, o que se esperava dessas crianças era uma vida dependente, o progresso no estímulo aos portadores da síndrome de Down fez surgir uma nova geração: atuante e determinada.
"Um dos pacientes da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), que tinha dificuldades para se equilibrar, melhorou muito depois que começou a tocar pandeiro", diz Marilena do Nascimento, coordenadora do Setor de Musicoterapia da AACD.

Música que cura

Elevar a auto-estima de crianças e adolescentes portadores de doenças graves ou crônicas, internadas ou não, como por exemplo, o câncer infantil;
Ajudar na convalescência;
Dar novo ânimo aos pacientes e seus familiares.
É o objetivo do Projeto Música Feliz.

Eu adorei clique aqui, mas clica mesmo, é muito legal. Escutei quase todas as músicas. Clica, clica!

A música também pode ser percebida pelos surdos. "Não é possível compreender a música, mas muitos percebem a vibração e são capazes de acompanhar as batidas", afirma Neivaldo Augusto Zovico, diretor da Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos, em São Paulo.
Independente da escola da música, os pais precisam ter em mente que não basta ligar o som e deixar o filho ouvindo sozinho. A participação no processo é fundamental para potencializar a experiência.

Mais que estimular, umas das funções da música infantil é fazer com que pais e crianças curtam juntos.

Paulo Tatit – Palavra Cantada

Fonte:
Revista Crescer
Anuário do Bebê Caras
Parents
Jornal Pró Música
Arquivo Pessoal

Ser Pedagogo

Ser Pedagogo não é apenas ser Professora, Mestre, Tia, Coordenadora, Supervisora, Orientadora, Dona de escola.
É mais do que isso.
É ser Responsável.
Ser Pedagogo é ter coragem de enfrentar uma sociedade deturpada, equivocada sem valores morais nem princípios.
Ser Pedagogo é ser valente, pois sabemos das dificuldades que temos em nossa profissão em nosso dia a dia.
Ser Pedagogo é saber conhecer seu caminho, sua meta, e saber atingir seus objetivos.
Ser Pedagogo é saber lidar com o diferente, sem preconceitos, sem distinção de cor, raça, sexo ou religião.
Ser Pedagogo é ter uma responsabilidade muito grande
nas mãos.
Talvez até mesmo o futuro...
Nas mãos de um Pedagogo concentra- se o futuro de muitos médicos, dentistas, farmacêuticos, engenheiros, advogados, jornalistas, publicitários ou qualquer outra profissão...
Ser Pedagogo é ser responsável pela vida, pelo caminho de cada um destes profissionais que hoje na faculdade e na sociedade nem se quer lembram que um dia passaram pelas mãos de um Pedagogo.
Ser Pedagogo é ser mais que profissional, é ser alguém que acredita na sociedade, no mundo, na vida.
Ser Pedagogo não é fácil, requer dedicação, confiança e perseverança.
Hoje em dia ser Pedagogo em uma sociedade tão competitiva e consumista não torna-se uma profissão muito atraente, e realmente não é.
Pois os valores, as crenças, os princípios, os desejos estão aquém do intelecto humano.
Hoje a sociedade globalizada está muito voltada para a vida materialista.
As pessoas perderam- se no caminho da dignidade e optaram pelo atalho da competitividade, é triste pensar assim, muito triste pois este é o mundo dos nossos filhos, crianças que irão crescer e tornar- se adultos.
Adultos em um mundo muito poluído de idéias e sentimentos sem razão.
Adultos que não sabem o que realmente são.
Alienados, com interesses voltados apenas pelo Ter e não pelo Ser.

Ser Pedagogo é ter a missão de mudar não uma Educação retorcida, mas ser capaz de transformar a sociedade que ainda está por vir.
Pode ser ideologia pensar assim, mas como Pedagogos temos a capacidade de plantar hoje nesta sociedade tão carente de valores, sementes que um dia irão florescer.
E quem sabe essa mesma sociedade que hoje é tão infértil possa colher os frutos que só a Pedagogia pode dar.