domingo, 5 de setembro de 2010

Promovendo a Independência nas Crianças


Para comemorar o dia 7 de Setembro, dia da Independência do Brasil, resolvi escrever um pouco de como podemos promover a independência nas crianças.

Por natureza, o bebê é totalmente dependente da mãe, no entanto, é a mãe que vai permitir que a criança desenvolva algumas habilidades para alcançar a independência.
A personalidade da criança é construída através da relação que ela tem com o mundo, quando bebê é a mãe.
Quem nunca ouviu? - Criamos filhos para o mundo!

Mas será que os pais constroem, ao longo do crescimento, ferramentas necessárias para os filhos se virarem sozinhos? Existem pais que superprotegem tanto os filhos que eles não conseguem adquirir espaço para crescer e tornarem-se independentes, muitas vezes até manifestam a vontade de fazer por si só, mas onde os adultos não permitem.
As facilidades proporcionadas pela mãe, babá, avós, etc. que os acompanha o dia todo, fazendo todas as suas vontades, pode atrapalhar o seu desenvolvimento, fazendo com que acostumem à situação cômoda de receber tudo nas mãos ou sempre ter alguém para trocar suas roupas, lhes dar banho, pentear seus cabelos, tornando-as preguiçosas e desinteressadas para essas tarefas.
É fundamental que os pais estejam prontos para ajudar os filhos, porém desde cedo as crianças já podem executar tarefas que revelarão a capacidade que elas têm de achar soluções.
Nada é mais gratificante para a família que ver seu filho fazendo gracinha, sentando sozinho, andando, falando, etc. Só que tudo tem seu tempo e hora certa. Não se deve queimar etapas.
Muitas vezes a criança é estimulada precocemente porque seus pais ficam ansiosos em mostrar o que a criança já sabe ou pode fazer. A independência e estimulação da criança devem estar relacionadas com sua idade e adequadas com suas condições físicas e psicomotoras.

Ainda bebês, os pais podem contribuir para a independência de seus filhos, como:
Deixá-los dormir sozinhos
Estimular a segurar na mamadeira
Deixar o seu bebê alcançar os brinquedos
Colocar o bebê no berço enquanto ele ainda está acordado, para que aprenda a adormecer sozinho

Alguém deve ter pensado: - Mas como assim? Ele é um bebê! Certo é um bebê sim, é um ser humano em desenvolvimento e a cada dia constrói. Cabe aos pais ajudar a desenvolver as primeiras habilidades de seus filhos.

O aprendizado, mesmo para nós adultos, é feito de etapas: Iniciativa, tentativa, sabedoria ao lidar com erros e possíveis frustrações, perseverança para recomeçar, saber buscar ajuda, objetivos a serem atingidos e aprendizado adquirido.

Algumas atividades diárias ajudam no desenvolvimento de habilidades e competências em diversas áreas: Coordenação motora
Lateralidade Raciocínio lógico
Responsabilidade
Organização

Precisamos de tudo isso em nosso dia a dia, não é mesmo? Eles também precisarão.

Aos 2 anos de idade, a criança já pode guardar seus sapatinhos, algum brinquedo. Claro que você terá que guardar corretamente e arrumar depois, sem a criança ver. Elogie quando ela fizer alguma tarefa assim. Realizando essas tarefas, a criança cria hábito de guardar, saber o que é seu e cuidar de suas coisas. Nessa idade a criança demonstra o interesse em se despir sozinha, é um passo para você ensiná-la a se vestir. Mostre as características das roupas como: botões, bolsos, etiqueta que geralmente fica na parte de trás.

Aos 3 anos de idade, a criança já é capaz de organizar uma caixa de brinquedos sozinha, separando as peças por cores, forma, tipo de brinquedo. Essa tarefa exigirá planejamento, atenção e responsabilidade. Isso desenvolverá o raciocínio lógico matemático. Evite falar com a criança com palavras no diminutivo e vozes de bebês. É fofo, mas não ajuda no desenvolvimento oral. É mais fácil para uma criança falar boneco do que bonequinho. Deixe o modo meigo e fofinho para o cachorro.

Aos 4 anos, deixe que a criança tome banho sozinha, mas supervisione e ajude. O mesmo ao escovar os dentes, a criança precisa aprender a quantidade adequada de pasta de dente na escova. Sempre verifique ao final se a criança fez corretamente, se não, interfira e explique como se faz.

Aos 5 e 6 anos é a fase que as crianças são realmente mais responsáveis e tem o desejo de independência. Isso é mais uma vantagem para desenvolver a independência. Deixe seu filho participar de tarefas domésticas, como limpar, espanar e lavar pratos (utensílios plásticos).
Ensine - o a fazer, pelo menos, parte de seu próprio lanche.
Dê um relógio a ele e ensine a incorporar o tempo em algumas situações como, por exemplo: - "Você pode ir à porta ao lado, mas eu quero que você esteja em casa às 04h30minh.
Proporcione um quadro de responsabilidades que o seu filho pode acompanhar com as tarefas domésticas que ele completar. Ensine - o a pensar de forma independente sobre os comerciais e propagandas dirigidos às crianças.
Deixe que seu filho para calcule o seu tempo de TV e tempo de vídeo game.
Leve à criança a ter responsabilidade com a lição de casa. Os pais querem que os filhos façam toda a lição, em algumas casas há muitas brigas por causa disso, a criança quer brincar, jogar vídeo game etc. tente uma vez não obrigá-lo a fazer a lição de casa, deixe - o brincando, finja que nem se importa. No outro dia ele vai arcar com as conseqüências de não ter feito a sua tarefa, a professora pode chamar atenção, ele poderá ficar de castigo na escola. Quando chegar e contar o ocorrido, explique que as tarefas devem ser feitas, se não fizermos isso acarretará algumas conseqüências bem chatas. Se ele não contar, ligue para a professora e depois converse com ele. Geralmente isso tem efeito nessa idade, se fizer com um adolescente, humm, muitas vezes não terá resultados satisfatórios.

Quando as crianças fazem as coisas por si mesmas, logo expressam o desejo de fazer. Foque esforços e evite a crítica ao produto final. Como as crianças crescem e amadurecem, elas vão naturalmente querer fazer mais e mais para si mesmos. Deixe os seus filhos ajudarem com tarefas desafiadoras. Incentivem a tentarem fazer coisas novas e enfrentarem novos desafios. Isso certamente impulsionará o sentido das crianças de competência. Porém cuidado ao escolher tarefas, precisam ser aquelas que eles capazes de realizar.

A criança em idade escolar pode cuidar de sua própria roupa, participar na elaboração das refeições regularmente, vai se sentir importante quando chamada a propor opiniões em pequenas decisões da casa. Vai, cedo ou mais tarde, pintar o convite para o seu filho dormir fora de casa, nada de pânico. Caso o convite seja feito por um amiguinho que seja filho de pais que você não conhece, procure conversar, conhecer os pais, a casa onde seu filho ficará, não há nada de exagero nisso, é questão de segurança. Depois da confiança firmada, deixe seu filho curtir essa experiência. O mesmo com a festinha do pijama na escola. Conheço pais que não deixam, têm medo. Situações assim são primordiais para o desenvolvimento da autonomia, independência e autoconfiança.
A minha mãe sempre deixava ir às excursões da escola, dormir na casa de amigas, mas esses dias eu descobri uma coisa, perguntei à ela o porque usava óculos escuros para me levar no local combinado.
Ela disse que era para eu não a ver chorando. rsrsrsrs Pode uma coisa dessas?
Eu ri, mas ela disse a frase de todas as mães:
 - Deixa você terá filhos um dia!
O meu pai tinha a opinião que mesmo chorando, dormindo na porta do local, precisa deixar. Eu nunca percebi que eles ficavam angustiados, até então eu achava que os pais eram liberais, moderninhos, rsrs. Ah tá!

Existem pais super protetores que não deixam os filhos executarem tarefas do dia a dia sozinho. Existem, também, pais que ensinam e estimulam. Os filhos desses dois tipos de pais podem se encontrar na escola.
Eu já presenciei cenas de crianças novas na escola, comendo e derrubando tudo, não sabendo segurar na colher. As outras crianças que sabem, falam, apontam, por mais que você fale que não pode julgar o amigo (eles nem sabem o que é julgar, só falam o que é certo e errado). Isso traz uma frustração para a criança que não sabe.

Lembre- se, se não ensinar a escovar os dentes, não saberão fazer na casa de um amiguinho; se não permitir que comam sozinhos, não vão conseguir comer sem derramar; se não ensinar a atravessar a rua (crianças maiores), poderão sofrer acidentes com maior facilidade, estando sempre na dependência de outras pessoas (muitas vezes pode ser um estranho).

Ajudar uma criança a ser independente é contribuir para o seu crescimento pessoal. A criança independente relaciona-se melhor com o mundo, por isso, na menor manifestação de interesse da criança em fazer algo sozinha, incentive-a, ao invés de querer fazer por ela e nem exija perfeição. Vivemos em mundo em que ninguém faz nada por nós, seus filhos fazem parte desse mundo também.

Ser Pedagogo

Ser Pedagogo não é apenas ser Professora, Mestre, Tia, Coordenadora, Supervisora, Orientadora, Dona de escola.
É mais do que isso.
É ser Responsável.
Ser Pedagogo é ter coragem de enfrentar uma sociedade deturpada, equivocada sem valores morais nem princípios.
Ser Pedagogo é ser valente, pois sabemos das dificuldades que temos em nossa profissão em nosso dia a dia.
Ser Pedagogo é saber conhecer seu caminho, sua meta, e saber atingir seus objetivos.
Ser Pedagogo é saber lidar com o diferente, sem preconceitos, sem distinção de cor, raça, sexo ou religião.
Ser Pedagogo é ter uma responsabilidade muito grande
nas mãos.
Talvez até mesmo o futuro...
Nas mãos de um Pedagogo concentra- se o futuro de muitos médicos, dentistas, farmacêuticos, engenheiros, advogados, jornalistas, publicitários ou qualquer outra profissão...
Ser Pedagogo é ser responsável pela vida, pelo caminho de cada um destes profissionais que hoje na faculdade e na sociedade nem se quer lembram que um dia passaram pelas mãos de um Pedagogo.
Ser Pedagogo é ser mais que profissional, é ser alguém que acredita na sociedade, no mundo, na vida.
Ser Pedagogo não é fácil, requer dedicação, confiança e perseverança.
Hoje em dia ser Pedagogo em uma sociedade tão competitiva e consumista não torna-se uma profissão muito atraente, e realmente não é.
Pois os valores, as crenças, os princípios, os desejos estão aquém do intelecto humano.
Hoje a sociedade globalizada está muito voltada para a vida materialista.
As pessoas perderam- se no caminho da dignidade e optaram pelo atalho da competitividade, é triste pensar assim, muito triste pois este é o mundo dos nossos filhos, crianças que irão crescer e tornar- se adultos.
Adultos em um mundo muito poluído de idéias e sentimentos sem razão.
Adultos que não sabem o que realmente são.
Alienados, com interesses voltados apenas pelo Ter e não pelo Ser.

Ser Pedagogo é ter a missão de mudar não uma Educação retorcida, mas ser capaz de transformar a sociedade que ainda está por vir.
Pode ser ideologia pensar assim, mas como Pedagogos temos a capacidade de plantar hoje nesta sociedade tão carente de valores, sementes que um dia irão florescer.
E quem sabe essa mesma sociedade que hoje é tão infértil possa colher os frutos que só a Pedagogia pode dar.