sábado, 14 de agosto de 2010

Regras em ambas as casas - Divórcio, regras e filhos


O divórcio pode ser traumático, não apenas para os parceiros que separam, mas também para seus filhos.
As Crianças que vivem essa experiência encontram- se em meio de um dilúvio de emoções, incluindo tristeza, raiva e confusão. Merecem que os pais saibam lidar com o divórcio e torne-o menos difícil para elas, especialmente para o seu desenvolvimento.
Um ponto freqüente de discórdia entre os pais divorciados é o conjunto de regras que os seus filhos devem seguir. Normalmente, quando casados, os pais vêm com um conjunto de regras para que ambos possam concordar. Mas, no caso de separação, cada um dos pais pode preferir mudar um pouco as regras quando as crianças estão com eles.
Esta é uma má idéia, cabe aos pais fazer cumprir as regras. Dois conjuntos de regras diferentes é, geralmente, ruim para as crianças.

* Tendo que se adaptar a um conjunto de regras diferente a cada vez que a criança visita a casa mãe ou do pai, é difícil. Ela pode ficar confusa sobre quais regras seguir e em qual comportamento será advertidas.

* A criança pode guardar ressentimentos dos pais que impõe regras mais restritivas. Esse ressentimento pode ser por interesse da criança,  ela ainda sente que está sendo tratada injustamente, porque as restrições não se aplicam quando está com o outro progenitor. Isso muitas vezes leva a um conflito entre pai e filho.

* As diferenças de regras podem causar conflitos entre os pais. Produzirá um stress a mais nos adultos, que discutirão sempre e isso, também, fere as crianças. Mesmo que os pais são separados, vê-los brigar não é bom para as crianças.

* As crianças precisam de um senso de estabilidade. Esta estabilidade é menor quando os seus pais se divorciam. Mas, sujeitas às mesmas regras, dá uma certa segurança.

Concordando com as regras
É também importante discutir a renovação das regras desde o início. Os pais muitas vezes acreditam que o outro progenitor irá manter as mesmas regras, mas isso nem sempre acontece.
Para melhores resultados, as regras devem ser as mesmas de quando os pais estavam juntos.
As crianças que estão experimentando um estado de transição podem precisar que as suas regras sejam revisadas. Por exemplo, um adolescente que está pronto para começar a namorar terá regras que não eram necessárias antes. Os pais precisam discutir as regras dessa nova perspectiva e fazer o melhor para chegar a um acordo sobre elas.
Tendo as mesmas regras em ambas as casas, tornam as coisas mais fáceis para pais e filhos. Minimizam conflitos e os valores instalados não serão desviados.

O divórcio não é por natureza uma experiência agradável, mantendo um conjunto coerente de regras pode torná-lo menos desagradável.

Um milhão de crianças estão envolvidas em divórcios novos a cada ano. Para os pais, o divórcio pode trazer a promessa de uma nova vida.
Mas para as crianças, muitas vezes traz desorientação, depressão e insegurança:
- Isso é tudo culpa minha ? Onde eu vou morar ? Será que eu vou ver o meu papai ou mamãe de novo?

As crianças podem ter grande dificuldade em compreender que a sua mãe e seu pai ainda os amam mesmo quando eles não se amam.

Ser Pedagogo

Ser Pedagogo não é apenas ser Professora, Mestre, Tia, Coordenadora, Supervisora, Orientadora, Dona de escola.
É mais do que isso.
É ser Responsável.
Ser Pedagogo é ter coragem de enfrentar uma sociedade deturpada, equivocada sem valores morais nem princípios.
Ser Pedagogo é ser valente, pois sabemos das dificuldades que temos em nossa profissão em nosso dia a dia.
Ser Pedagogo é saber conhecer seu caminho, sua meta, e saber atingir seus objetivos.
Ser Pedagogo é saber lidar com o diferente, sem preconceitos, sem distinção de cor, raça, sexo ou religião.
Ser Pedagogo é ter uma responsabilidade muito grande
nas mãos.
Talvez até mesmo o futuro...
Nas mãos de um Pedagogo concentra- se o futuro de muitos médicos, dentistas, farmacêuticos, engenheiros, advogados, jornalistas, publicitários ou qualquer outra profissão...
Ser Pedagogo é ser responsável pela vida, pelo caminho de cada um destes profissionais que hoje na faculdade e na sociedade nem se quer lembram que um dia passaram pelas mãos de um Pedagogo.
Ser Pedagogo é ser mais que profissional, é ser alguém que acredita na sociedade, no mundo, na vida.
Ser Pedagogo não é fácil, requer dedicação, confiança e perseverança.
Hoje em dia ser Pedagogo em uma sociedade tão competitiva e consumista não torna-se uma profissão muito atraente, e realmente não é.
Pois os valores, as crenças, os princípios, os desejos estão aquém do intelecto humano.
Hoje a sociedade globalizada está muito voltada para a vida materialista.
As pessoas perderam- se no caminho da dignidade e optaram pelo atalho da competitividade, é triste pensar assim, muito triste pois este é o mundo dos nossos filhos, crianças que irão crescer e tornar- se adultos.
Adultos em um mundo muito poluído de idéias e sentimentos sem razão.
Adultos que não sabem o que realmente são.
Alienados, com interesses voltados apenas pelo Ter e não pelo Ser.

Ser Pedagogo é ter a missão de mudar não uma Educação retorcida, mas ser capaz de transformar a sociedade que ainda está por vir.
Pode ser ideologia pensar assim, mas como Pedagogos temos a capacidade de plantar hoje nesta sociedade tão carente de valores, sementes que um dia irão florescer.
E quem sabe essa mesma sociedade que hoje é tão infértil possa colher os frutos que só a Pedagogia pode dar.