segunda-feira, 28 de junho de 2010

Birras, Gritos, Choros e Vergonha aos pais




O que devemos fazer quando ocorrer essa situação ou prevenir para que não aconteça?
Tenho observado muito o comportamento das crianças em locais públicos. Os pais não têm o controle sob seus filhos.
Crianças gritam com os pais, querem correr onde não deve, é tanta barulheira que para mim é extremamente sem motivo.
Não sou uma Pedagoga que segue a linha extremamente Tradicional e autoritária. Mas os adultos precisam estar cientes que criança tem que ter LIMITES.
Aprender a ouvir NÃO para os pequenos, pode ser muito difícil, mas é inevitável. É preciso que eles entendam que atos como se atirar ao chão e espernear não é um recurso eficaz para conseguir o que deseja.
Criança é esperta, sempre falo aqui que criança não é tabula rasa, ela pensa e a cada dia constrói ainda mais sua identidade.
Ela sabe como agir em diversas situações e com as pessoas.
Eu tive alguns alunos que comigo se comportavam de uma maneira, mas com os pais, era completamente diferente. Mas vou usar o exemplo do meu sobrinho.
Com o pai ele é extremamente mimado, chora, tem medo de tudo, não vai ao banheiro sozinho, não come com garfo e até muda o tom de voz para falar, usa um tom mais manhoso e infantil.
Comigo ele age como uma criança na idade dele, come direitinho e não faz manhas.
Vocês devem estar pensando: - Nossa que tia chata!
rsrsrsrs
Quando ele vem para casa do pai quer sempre ficar na casa da Tia.
Deixo - o à vontade, ele sabe que vai passear, fazendo o que quer e como quiser, mas sabe que manhas e gritos é passaporte direto para casa do papai.
Hoje está muito comum passar por uma situação de birras. Lembro de pessoas mais velhas falando:
- O meu pai e a minha mãe nunca me bateram, eu já sabia o que eles queriam dizer com os olhos.
E porque os pais não fazem isso hoje, se foram criados assim?
Não estou falando de autoridade, mas sim de limites.
Não é agradável ver uma criança se "esgoelado" em um local público.
Será que a manha tem tratamento, ou é manifestação de um sentimento que o pequeno ainda não pode controlar?
Não existem respostas 100% corretas para essas questões.
O que há são tópicos e dicas para que os pais fiquem atentos.
A criança na faixa etária entre dois à quatro anos, período pré escolar, apresentam certas dificuldades para controlar suas emoções. E a frustração é uma delas. Quando contrariadas, reagem de forma agressiva, esperneando, mordendo, gritando e chorando sem controle.
A falta de maturidade emocional e a necessidade de ser atendidos de imediato, características dos pequenos, são fatores que iniciam esse comportamento provocando grandes embaraços aos pais e stress à criança. Em alguns casos o prejuízo é também financeiro.
Ao ver a criança gritar, não vai adiantar nada o pai ou mãe dizer gritando:
- Fica quieto! Para! Chega!
Por mais difícil que possa parecer é preciso manter a calma.
Grito não educa ninguém, Ninguém te escuta quando você grita. É assim até de adulto para adulto.
Mantenha calma e use um tom de voz FIRME.
É preciso que eles entendam que esses atos não são recurso eficaz para conseguir o que querem.
PAIS, não é assim na vida!
Se vocês gritarem e se debaterem no chão em seu local de trabalho, vocês conseguirão aumento?
Se você ceder à vontade das crianças cada vez que se comportarem mal para resolver um problema de imediato, pode criar outro ainda maior.
Ignorar a situação é a melhor coisa a fazer. Mas cuidado para não se afastar em locais públicos, se afaste e fique sempre de olho. Faça - o vir até você.
Procure explicar à criança que você entende a tristeza dela e que também sente tristeza ou até mesmo raiva diante de diversas situações que surgem no dia a dia.
É importante que ela entenda que a raiva, assim como outros sentimentos, precisa ser controlada.
Controlar é bem diferente de esconder.
A criança necessita colocar para fora o que de si aquilo que a incomoda, mas isso deve ser feito dentro dos LIMITES sempre.
Conheça o seu filho, entenda o que está acontecendo, pergunte como foi o dia, dê exemplos do seu dia, fale também de você. Comunicação e conversa entre pai e filho pequeno é a chave de sucesso para ele confiar em você no futuro.
Pais, vocês querem que ele confie e converse as coisas da vida com vocês ou com outras pessoas?
Não deixe que seu filho desconte a frustração dele batendo em você. Caso tente essa reação, que muitas vezes é expressa em forma de tapa, segure suas mãos ou pegue - o no colo. O respeito é algo a ser aprendido pelas crianças ainda na infância, e deve começar em casa (em casa e não na escola. Escola é conhecimento formal, valores são com a família).
Muitas vezes queremos ensinar os filhos a não bater e batemos neles. Eles sempre aprendem com o que vêem e recebem. Respeito é fundamental.
Mostre à criança que a ação dele produz certos efeitos. Deixar de fazer algo que ela gosta, dizendo que está tomando essa atitude porque ela se comportou mal, pode ser uma boa maneira de fazê - la perceber que todo tipo de comportamento inadequado traz resultados negativos para quem o faz. Será o desestímulo para que ela aja desse modo outra vez.
Haja o que houver, mostre à criança que você está no controle da situação, e não ela.
Para isso procure manter a calma e usar o tom de voz normal, mas firme. Demonstre tranqüilidade e segurança, pois isso ajudará seu filho à superar a crise da infância.
Educação é um processo constante de ensino.

Olhem esse vídeo e reparem que o choro e a gritaria só começa quando ela tem platéia, ou seja, os pais.


Ceder à birra será um problema enorme para criança, ela que vai crescer e terá que enfrentar muitos desafios que os pais não estarão juntos.

Ser Pedagogo

Ser Pedagogo não é apenas ser Professora, Mestre, Tia, Coordenadora, Supervisora, Orientadora, Dona de escola.
É mais do que isso.
É ser Responsável.
Ser Pedagogo é ter coragem de enfrentar uma sociedade deturpada, equivocada sem valores morais nem princípios.
Ser Pedagogo é ser valente, pois sabemos das dificuldades que temos em nossa profissão em nosso dia a dia.
Ser Pedagogo é saber conhecer seu caminho, sua meta, e saber atingir seus objetivos.
Ser Pedagogo é saber lidar com o diferente, sem preconceitos, sem distinção de cor, raça, sexo ou religião.
Ser Pedagogo é ter uma responsabilidade muito grande
nas mãos.
Talvez até mesmo o futuro...
Nas mãos de um Pedagogo concentra- se o futuro de muitos médicos, dentistas, farmacêuticos, engenheiros, advogados, jornalistas, publicitários ou qualquer outra profissão...
Ser Pedagogo é ser responsável pela vida, pelo caminho de cada um destes profissionais que hoje na faculdade e na sociedade nem se quer lembram que um dia passaram pelas mãos de um Pedagogo.
Ser Pedagogo é ser mais que profissional, é ser alguém que acredita na sociedade, no mundo, na vida.
Ser Pedagogo não é fácil, requer dedicação, confiança e perseverança.
Hoje em dia ser Pedagogo em uma sociedade tão competitiva e consumista não torna-se uma profissão muito atraente, e realmente não é.
Pois os valores, as crenças, os princípios, os desejos estão aquém do intelecto humano.
Hoje a sociedade globalizada está muito voltada para a vida materialista.
As pessoas perderam- se no caminho da dignidade e optaram pelo atalho da competitividade, é triste pensar assim, muito triste pois este é o mundo dos nossos filhos, crianças que irão crescer e tornar- se adultos.
Adultos em um mundo muito poluído de idéias e sentimentos sem razão.
Adultos que não sabem o que realmente são.
Alienados, com interesses voltados apenas pelo Ter e não pelo Ser.

Ser Pedagogo é ter a missão de mudar não uma Educação retorcida, mas ser capaz de transformar a sociedade que ainda está por vir.
Pode ser ideologia pensar assim, mas como Pedagogos temos a capacidade de plantar hoje nesta sociedade tão carente de valores, sementes que um dia irão florescer.
E quem sabe essa mesma sociedade que hoje é tão infértil possa colher os frutos que só a Pedagogia pode dar.