quarta-feira, 16 de junho de 2010

Valores que batem um Bolão




De quatro em quatro anos, uma febre toma conta do país: a febre do futebol tem sintomas ainda mais poderosos quando o Brasil é o favorito na Copa do mundo.
Em junho nenhum assunto é mais no Brasil do que a copa do mundo de futebol. Não é para menos, estamos a cominho do hexa, título jamais alcançado por nenhuma seleção.
O futebol entre os adultos e crianças parecem dois universos distintos, mas existem muitos Valores que os adultos podem passar e incentivar as crianças.
Nos estádios, muitas vezes, têm aflorado traços nada nobres de comportamento humano, como racismo, xenofobia, violência e palavras de baixo calão.
É saudável ressaltar a importância e o talento de atletas negros, como Leônidas da Silva, o Diamante negro; Didi, o inventor da folha seca; Garrincha, o anjo das pernas tortas; e Pelé, eleito atleta do século XX e aclamado por todos como simplesmente Rei.
Nas últimas décadas, diversas áreas do conhecimento desenvolveram estudos para ressaltar a paixão do brasileiro por Futebol e desvendar como ele ajuda a explicar nossa identidade como nação.

Cooperação e respeito às diferenças falam mais alto quando o assunto é futebol

Em jogo de equipe, ninguém ganha sozinho. Em quadra, é importante ajudar a turma a derrubar dois mitos: o primeiro é pensar que futebol é coisa de homem. Boleiras como a alemã Birgit Prinz (eleita três vezes consecutivas a melhor do mundo), a brasileira Delma Gonçalves, a pretinha (veterana da Copa do Mundo Feminina, convocada para jogar nas quatro edições do campeonato), e Marta Vieira da Silva (uma das melhores canhotas do país) estão por aí para provar o contrário.
O segundo mito é o que diz que as pessoas portadoras de deficiência não têm habilidades para os esportes. Elas não só praticam quase todas as modalidades como jogam futebol (e bem) em campo ou quadra.


Tanto é assim que a seleção brasileira de futebol de 5, jogado por atletas com deficiência visual, tem um título que o time principal (aqueles dos Ronaldos) nunca conquistou: o de campeão olímpico. Pela primeira vez nos Jogos Paraolímpicos de Atenas, em 2004, a equipe verde e amarela levou a medalha de ouro. E não parou por aí. O time de futebol de 7, cujo os jogadores têm paralisia cerebral, ficou com medalha de prata no mesmo campeonato.
Palmas para os paraolímpicos do Brasil.

Passar Valores às crianças só dependem de nós adultos, a Copa é um meio de aprender muitos Valores.
Aprender com diversão!

Ser Pedagogo

Ser Pedagogo não é apenas ser Professora, Mestre, Tia, Coordenadora, Supervisora, Orientadora, Dona de escola.
É mais do que isso.
É ser Responsável.
Ser Pedagogo é ter coragem de enfrentar uma sociedade deturpada, equivocada sem valores morais nem princípios.
Ser Pedagogo é ser valente, pois sabemos das dificuldades que temos em nossa profissão em nosso dia a dia.
Ser Pedagogo é saber conhecer seu caminho, sua meta, e saber atingir seus objetivos.
Ser Pedagogo é saber lidar com o diferente, sem preconceitos, sem distinção de cor, raça, sexo ou religião.
Ser Pedagogo é ter uma responsabilidade muito grande
nas mãos.
Talvez até mesmo o futuro...
Nas mãos de um Pedagogo concentra- se o futuro de muitos médicos, dentistas, farmacêuticos, engenheiros, advogados, jornalistas, publicitários ou qualquer outra profissão...
Ser Pedagogo é ser responsável pela vida, pelo caminho de cada um destes profissionais que hoje na faculdade e na sociedade nem se quer lembram que um dia passaram pelas mãos de um Pedagogo.
Ser Pedagogo é ser mais que profissional, é ser alguém que acredita na sociedade, no mundo, na vida.
Ser Pedagogo não é fácil, requer dedicação, confiança e perseverança.
Hoje em dia ser Pedagogo em uma sociedade tão competitiva e consumista não torna-se uma profissão muito atraente, e realmente não é.
Pois os valores, as crenças, os princípios, os desejos estão aquém do intelecto humano.
Hoje a sociedade globalizada está muito voltada para a vida materialista.
As pessoas perderam- se no caminho da dignidade e optaram pelo atalho da competitividade, é triste pensar assim, muito triste pois este é o mundo dos nossos filhos, crianças que irão crescer e tornar- se adultos.
Adultos em um mundo muito poluído de idéias e sentimentos sem razão.
Adultos que não sabem o que realmente são.
Alienados, com interesses voltados apenas pelo Ter e não pelo Ser.

Ser Pedagogo é ter a missão de mudar não uma Educação retorcida, mas ser capaz de transformar a sociedade que ainda está por vir.
Pode ser ideologia pensar assim, mas como Pedagogos temos a capacidade de plantar hoje nesta sociedade tão carente de valores, sementes que um dia irão florescer.
E quem sabe essa mesma sociedade que hoje é tão infértil possa colher os frutos que só a Pedagogia pode dar.