terça-feira, 30 de novembro de 2010

Entendendo o Ensino Fundamental de 9 anos

De acordo com a lei de número 11.274, a partir de 2007, o Ensino Fundamental brasileiro passou a ter nove anos. A nova série será acrescentada no início do Ensino Fundamental. As crianças, ao invés de entrar com 7 anos de idade, entram com 6. Os Estados e municípios tiveram até 2010 para se adaptarem à nova lei.

Segundo o (MEC) Ministério da Educação, o objetivo é colocar mais crianças nas escolas e proporcionar mais tempo de escolaridade aos estudantes brasileiros.

 Com o aumento do número de anos da Educação Básica obrigatória são vistos como um avanço. "A inclusão dessa clientela é um grande passo para a democratização do acesso escolar. Apenas os filhos das classes mais pobres não estudavam aos 6 anos", analisa Patrícia Corsino, que leciona Prática de Ensino de Educação Infantil na Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).


Em outras palavras com o mesmo sentido - Antes a crianças com 6 anos de idade estava matriculada no que chamamos de Pré Escola, último ano da Educação Infantil. Hoje essa Pré Escola passou a ser o 1° ano do Ensino Fundamental.
Um dos pontos mais discutidos desde que a lei do novo ensino fundamental entrou em vigor é justamente a antecipação dos conteúdos e atividades da escola que anteriormente faziam parte do currículo da antiga primeira série.


O conteúdo do primeiro ano do Ensino Fundamental de nove anos não é o conteúdo trabalhado no último ano da pré-escola de seis anos.

A Educação Infantil, primeira etapa da Educação Básica, não tem como objetivo preparar crianças para o Ensino Fundamental; tem objetivos próprios que devem ser alcançados na perspectiva do desenvolvimento infantil respeitando, cuidando e educando crianças no tempo singular da primeira infância.
No caso do primeiro ano do Ensino Fundamental a criança de seis anos, assim como as demais de sete a dez anos de idade, precisam de uma proposta curricular que atenda suas características, potencialidades e necessidades específicas dessa infância.
Faz-se necessário elaborar uma nova proposta político-pedagógica e curricular coerente com as especificidades não só da criança de seis anos de idade.
Nomenclatura
Não é mais dividido em séries e sim em Ano.

Creche - Até 3 anos de idade

 Educação Infantil - 5 anos de duração - Até 5 anos de idade


Pré-Escola - 4 e 5 anos de idade

Ensino Fundamental - 9 anos de duração - Até 14 anos de idade

Anos iniciais - 5 anos de duração - de 6 a 10 anos de idade

Anos finais - 4 anos de duração - de 11 a 14 anos de idade 
 


Por outro lado, a decisão permite (forçosamente) que alunos que não teriam acesso à pré-escola, alunos mais carentes, possam ter um ensino um pouco maior.

Pois o Ensino Fundamental é obrigação do Estado.
 A Constituição Federal e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional preceituam como dever do Estado, com a educação escolar pública, a garantia de "ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram acesso na idade própria".

Esse 1° Ano constitui uma possibilidade para qualificar o ensino e a aprendizagem dos conteúdos da alfabetização e do letramento. Mas, não se deve restringir o desenvolvimento das crianças de seis anos de idade exclusivamente à alfabetização.


A partir de 2011, os alunos deverão ter 6 anos completos ou a completar até 31 de março do ano letivo para passarem da educação infantil para a próxima fase. É o que determinam o MEC (Ministério da Educação) e o CNE (Conselho Nacional de Educação).

Ainda há mais discussões sobre o assuntos, vamos falando por aqui.

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Ser Pedagogo

Ser Pedagogo não é apenas ser Professora, Mestre, Tia, Coordenadora, Supervisora, Orientadora, Dona de escola.
É mais do que isso.
É ser Responsável.
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Ser Pedagogo é ser valente, pois sabemos das dificuldades que temos em nossa profissão em nosso dia a dia.
Ser Pedagogo é saber conhecer seu caminho, sua meta, e saber atingir seus objetivos.
Ser Pedagogo é saber lidar com o diferente, sem preconceitos, sem distinção de cor, raça, sexo ou religião.
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nas mãos.
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Nas mãos de um Pedagogo concentra- se o futuro de muitos médicos, dentistas, farmacêuticos, engenheiros, advogados, jornalistas, publicitários ou qualquer outra profissão...
Ser Pedagogo é ser responsável pela vida, pelo caminho de cada um destes profissionais que hoje na faculdade e na sociedade nem se quer lembram que um dia passaram pelas mãos de um Pedagogo.
Ser Pedagogo é ser mais que profissional, é ser alguém que acredita na sociedade, no mundo, na vida.
Ser Pedagogo não é fácil, requer dedicação, confiança e perseverança.
Hoje em dia ser Pedagogo em uma sociedade tão competitiva e consumista não torna-se uma profissão muito atraente, e realmente não é.
Pois os valores, as crenças, os princípios, os desejos estão aquém do intelecto humano.
Hoje a sociedade globalizada está muito voltada para a vida materialista.
As pessoas perderam- se no caminho da dignidade e optaram pelo atalho da competitividade, é triste pensar assim, muito triste pois este é o mundo dos nossos filhos, crianças que irão crescer e tornar- se adultos.
Adultos em um mundo muito poluído de idéias e sentimentos sem razão.
Adultos que não sabem o que realmente são.
Alienados, com interesses voltados apenas pelo Ter e não pelo Ser.

Ser Pedagogo é ter a missão de mudar não uma Educação retorcida, mas ser capaz de transformar a sociedade que ainda está por vir.
Pode ser ideologia pensar assim, mas como Pedagogos temos a capacidade de plantar hoje nesta sociedade tão carente de valores, sementes que um dia irão florescer.
E quem sabe essa mesma sociedade que hoje é tão infértil possa colher os frutos que só a Pedagogia pode dar.