segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Aprender a Ler como hábito e prazer





Quem nunca falou ou ouviu a frase:
- Ler é muito chato!


Por que a maioria das pessoas não tem o hábito de leitura como um prazer e sim como obrigação?

Vejo pessoas ler somente o que é necessário em seu dia a dia, como os livros ou artigos de algum curso que estão realizando, emails de trabalho e o prazer não existe.
A leitura é uma cultura herdada, ou seja, se desde muito cedo a criança viver em um ambiente com pessoas que tenham o hábito da leitura, automaticamente isso será parte do seu cotidiano.
A leitura não é apenas o papel da escola, o estímulo dos pais é peça fundamental para inserir a leitura na vida da criança.

“O desenvolvimento de interesses e hábitos permanentes de leitura é um processo constante, que principia no lar, aperfeiçoa-se sistematicamente na escola e continua pela vida afora.”
Bamberger

Sou a favor da formação de um indivíduo crítico, responsável e atuante na sociedade. Creio que a sociedade brasileira está tomando consciência de que, sem educação fundamental séria, o seu futuro interno e internacional está comprometido.
Ler é viver a arte, sentir emoções, fazer viagens, conhecer mundos, costumes, cores, paisagens, questionar e encontrar as respostas. Sentir-se no meio de uma multidão, mesmo estando só, é não sentir solidão. Percorrer ruas antigas ou modernas, voltar-se no tempo ou saltar vários anos adiante. Torcer, sofrer e sorrir com os personagens, desbravar matas e conviver com animais numa aventura sem limites.
A literatura, como qualquer arte, vai além da informação. É também formativa e possui um valor perene. Literatura cria emoções e prazer. Ela é oportunidades de encontro do individuo consigo mesmo e com os outros, trabalhando com o imaginário, mesmo que solitariamente.

Gostar de ler não é um dom, mas sim um hábito que se adquire.

Então vamos estimular a leitura em nossas crianças desde cedo, como disse em alguns posts anteriores, a leitura traz benefícios até para o nenê que estána barriga da mamãe.

Quando a escritora de livros infantis Tatiana Belinky perguntou ao pediatra, nos anos de 1940, em que momento deveria começar a educar seu filho, então com três meses de vida, ouviu como resposta: "Você já está atrasada". Parece mera frase de efeito. O fato, porém, é que o doutor estava coberto de razão. Não há idade para dar início à educação de uma criança -- e isso vale também para o incentivo à leitura.
Bebês podem até não entender todo o enredo de uma história, mas a leitura em voz alta os coloca em contato com outras dimensões das linguagens oral e escrita que serão importantes em seu desenvolvimento. Eles percebem que a fala do dia-a-dia é diferente daquela usada na leitura, que tem ritmo e emoção.




De acordo com um estudo, menos da metade das crianças de cinco anos de idade têm pais que leem para elas diariamente.
Vários estudos têm mostrado que as crianças cujos pais leem em voz alta para elas, têm muito mais chances de ser melhores alunos no futuro.
Leituras saudáveis produzem leitores seletivos diante da avalanche de informações, e-mails, programas de TV, notícias, etc. características comum do mundo contemporâneo, ao mesmo tempo em que expõem as crianças a sentenças complexas e bem estruturadas, forma positiva de ensiná-las a se expressarem bem, tanto ao falar quanto ao escrever.




Ainda não chegamos a ser uma sociedade seletiva, aceitamos imposições da mídia, certo atos de hipocrisia e corrupção. Vemos muitas situações como se fosse algo normal.

Quando lia junto a minha turminha de 4 e 5 anos, incentivava a imaginação das figuras e propunha desenhá - las. Era uma festa cheia de expectativas. Nisso, pude ver que, cada criança tem um pensamento, interpretações de diferentes formas, porém sempre dentro do contexto.

As crianças amam o mundo, estão descobrindo tudo, o estímulo aos livros só traz benefícios.

Ser Pedagogo

Ser Pedagogo não é apenas ser Professora, Mestre, Tia, Coordenadora, Supervisora, Orientadora, Dona de escola.
É mais do que isso.
É ser Responsável.
Ser Pedagogo é ter coragem de enfrentar uma sociedade deturpada, equivocada sem valores morais nem princípios.
Ser Pedagogo é ser valente, pois sabemos das dificuldades que temos em nossa profissão em nosso dia a dia.
Ser Pedagogo é saber conhecer seu caminho, sua meta, e saber atingir seus objetivos.
Ser Pedagogo é saber lidar com o diferente, sem preconceitos, sem distinção de cor, raça, sexo ou religião.
Ser Pedagogo é ter uma responsabilidade muito grande
nas mãos.
Talvez até mesmo o futuro...
Nas mãos de um Pedagogo concentra- se o futuro de muitos médicos, dentistas, farmacêuticos, engenheiros, advogados, jornalistas, publicitários ou qualquer outra profissão...
Ser Pedagogo é ser responsável pela vida, pelo caminho de cada um destes profissionais que hoje na faculdade e na sociedade nem se quer lembram que um dia passaram pelas mãos de um Pedagogo.
Ser Pedagogo é ser mais que profissional, é ser alguém que acredita na sociedade, no mundo, na vida.
Ser Pedagogo não é fácil, requer dedicação, confiança e perseverança.
Hoje em dia ser Pedagogo em uma sociedade tão competitiva e consumista não torna-se uma profissão muito atraente, e realmente não é.
Pois os valores, as crenças, os princípios, os desejos estão aquém do intelecto humano.
Hoje a sociedade globalizada está muito voltada para a vida materialista.
As pessoas perderam- se no caminho da dignidade e optaram pelo atalho da competitividade, é triste pensar assim, muito triste pois este é o mundo dos nossos filhos, crianças que irão crescer e tornar- se adultos.
Adultos em um mundo muito poluído de idéias e sentimentos sem razão.
Adultos que não sabem o que realmente são.
Alienados, com interesses voltados apenas pelo Ter e não pelo Ser.

Ser Pedagogo é ter a missão de mudar não uma Educação retorcida, mas ser capaz de transformar a sociedade que ainda está por vir.
Pode ser ideologia pensar assim, mas como Pedagogos temos a capacidade de plantar hoje nesta sociedade tão carente de valores, sementes que um dia irão florescer.
E quem sabe essa mesma sociedade que hoje é tão infértil possa colher os frutos que só a Pedagogia pode dar.